« Le beau est toujours bizarre. Je ne veux pas dire qu'il soit volontairement, froidement bizarre, car dans ce cas il serait un monstre sorti des rails de la vie. Je dis qu'il contient toujours un peu de bizarrerie, de bizarrerie non voulue, inconsciente, et que c'est cette bizarrerie qui le fait être particulièrement le Beau. » (Charles Baudelaire)
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
A fantasia do real
Faz tempo eu voltei para a análise. Voltar para a análise é ainda mais estranho do que começa-la. Da primeira vez que você procura um analista a entrevista é tensa, e você tenta provar por A+B que tudo aquilo é passageiro, e que você tem algum controle da situação. Uma coisa meio Chapollin, onde todos os seus movimentos são friamente calculados. A segunda vez que você vai parar no divã, está bem claro que é essa vã sensação de controle que você busca. Pois bem, voltei para a análise. Expliquei em miúdos tudo que acontecia, e tudo que desencadeou uma linha de pensamento que posso adjetivar de no mínimo soturna. Pelo menos a sala é bem decorada, e creio que isso faz muita diferença para mim. Além disso, meus 5 anos de Lacan me fazem acreditar que sou uma psicanalista em potencial, e por conta dessa sapiência desmedida, cabe a mim decidir as regras do jogo. Semana passada quando descrevia um caso, entrecortando com outros tantos, tentava construir uma lógica dentro de uma mente fantasiosa. E eis que ela interrompe e diz: " Você vai ter que aprofundar a questão do real, realidade e fantasia". Neste momento de ruptura, selamos um acordo com validade extensa. Como dizer para os outros que eu só vivo a realidade porque nela está contida toda a minha fantasia? Talvez eu devesse concluir que é melhor parar de sonhar e começar a viver, ou viver a realidade presente e nela colocar a minha fantasia - será que cabe?. Ela me mandou voltar lá essa semana. Talvez eu simplesmente devesse parar de fazer análise.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Recalque lésbico

Passei na banca e não resisti. Comprei a Playboy da Fernanda Young. Acho que é a primeira vez que faço isso, fiz uma cara moderninha e mandei na lata: "Bom dia, eu quero a Playboy da Fernanda Young". Vi rapidamente no trabalho e achei lindo o ensaio. A referência ao Helmut Newton é evidente, o meu gostar totalmente previsível. A cópia nacional de Marla Singer tá de parabéns.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
O existencialismo surreal
Ontem, presa no engarrafamento rumo ao hospital, uma fiorino branca pára ao meu lado. A distância tornava possível a leitura: Roto Flash Desentupimento. A fila dela andou, e atrás vejo um adesivo que diz: "Quero morrer igual ao meu avô, dormindo. E não gritando como os passageiros do ônibus que ele dirigia".
Já no hospital, enquanto zelava o sono da paciente, leio um parágrafo do livro da vez:
De lá para cá, ora penso no avô irresponsável, ora reflito nos pensamentos de lagostas e caranguejos. A única coisa que não me sai da cabeça no entanto, é que as lagostas se casam e são fiéis ao seus cônjuges - se é que posso chamar o senhor(a) lagosta de cônjuge . Não resta dúvidas que de todas as informações, esse é o pensamento que mais faz sentido.
domingo, 4 de outubro de 2009
Somente eu
A respeito da solidão que às vezes abraça apertado os dias, e desce a noite sobre o indivíduo dando um beijo nos olhos e sussurrando "você é meu".Tô de saco cheio!
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