« Le beau est toujours bizarre. Je ne veux pas dire qu'il soit volontairement, froidement bizarre, car dans ce cas il serait un monstre sorti des rails de la vie. Je dis qu'il contient toujours un peu de bizarrerie, de bizarrerie non voulue, inconsciente, et que c'est cette bizarrerie qui le fait être particulièrement le Beau. » (Charles Baudelaire)
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Isso vai doer mais em mim do que em você
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
sábado, 12 de dezembro de 2009
Condicionamento do ar
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Ruídos
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
La noche libre
Já é dezembro

Amigo oculto taí. Achei esse livro, e depois li esse poema. Essas são as pequenas coisas que me fazem ter certeza - Tô viva!
tome mais conta de mim
venha me dar proteção
você que tem poder sobre mim
você que mal chegou por aqui
que sabe tão pouco de mim
não tenha medo de amar
é melhor arriscar
já sabendo do fim
eu já não tenho ilusão
já não tenho canção
se você não cantar
se você não me provar
dessa vez pra valer
que chegou pra ficar
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
O dia em que caí do cavalo
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
A fantasia do real
terça-feira, 17 de novembro de 2009
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Recalque lésbico

Passei na banca e não resisti. Comprei a Playboy da Fernanda Young. Acho que é a primeira vez que faço isso, fiz uma cara moderninha e mandei na lata: "Bom dia, eu quero a Playboy da Fernanda Young". Vi rapidamente no trabalho e achei lindo o ensaio. A referência ao Helmut Newton é evidente, o meu gostar totalmente previsível. A cópia nacional de Marla Singer tá de parabéns.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
O existencialismo surreal
domingo, 4 de outubro de 2009
Somente eu
sábado, 3 de outubro de 2009
Nunca olhe para trás

" - Then why do you look sad?
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Sensíveis a variações
terça-feira, 29 de setembro de 2009
O aprendizado

Uma vez entre uma imagem do Gehard Richter e um comentário sobre Stendhal, me falaram: "Força é mudares de vida"! Carrego comigo este ensinamento
. denn da ist keine Stelle,/
die dich nicht sieht. Du musst dein Leben ändern.
... pois ali ponto não há/
que não te mire. Força é mudares de vida.
(“Archaïser Torso Apollos” , R. M. Rilke;
Torso arcaico de Apolo, trad. Manuel Bandeira
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
" O excesso de pranto ri. O excesso de riso chora"
" Aqueles que reprimem o desejo podem fazê-lo quando este é fraco e passível de ser refreado; e quem o reprime, ou razão, usurpa seu lugar e governa os relutantes.
Uma vez reprimido, ele se torna cada vez mais passivo até não ser mais que mera sombra do desejo". BLAKE, William. O casamento do céu e do inferno e outros escritos.
http://www.youtube.com/watch?v=S0fgT7CNnmU
domingo, 27 de setembro de 2009
São Cosme e Damião
Estrela na fronte
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Contemporaneidade Ecumênica

Domingo resolvi andar de bicicleta. A insônia já tinha acontecido, e mesmo tendo ido dormir às 4 da manhã, três horas e meia depois eu estava muito animada. Já faz tempo não ando de bicicleta, e, quando não venta, o que é bom fica ainda melhor. Resolvi ir até Copacabana. A pista da praia, mesmo fechada, estava bem transitável. Milagre, pensei eu. Passado o Marimbás caio dentro de uma passeata pró fé. Não sei se estava divida por alas, se era tudo junto, sei que caí no meio dos Espíritas e do pessoal da Umbanda. Várias entidades à minha volta, muita energia rolando, caravanas do subúrbio do Rio, crianças com a cabeça feita e muita guia. Pensei em ir embora, mas fiquei curiosa em saber o que tinha atrás do outro carro de som. Infelizmente, não pude satisfazer minha curiosidade. Atrás de um bando de fiéis, uma senhora vira e diz: "Volta para casa, hoje não é dia de andar de bicicleta!". Eu estava achando que era, mas resolvi não contrariar, dei meia volta e fui para casa.
Ok.
Terça- Feira fui pegar meus óculos medonhos. Pedi para a chefe e ela comprou. Feinho que dói, mas agora com lente. Resolvi fazer em uma ótica que fica na galeria do trabalho.Copacabana tem muito velhinho, velhinho usa óculos e é pecado tirar muito dinheiro de velhinho. A ótica se chama Gypsy. Peguei minha bolsinha com aquele mimo dentro, minha receita, minhas velhas lentes e fui embora. Quando abri a bolsa, dentro tinha um papel de catequização evangélica. Li atentamente e voltei para o nome da loja: Gypsy.
O Jesus evangélico é cigano, e Copacabana é um exemplo de mélange religiosa.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Mostra o teu que eu mostro o meu
domingo, 23 de agosto de 2009
Deu Brian Eno no Samba

Era a feijoada do cafetão mais famoso dos restaurantes a quilo da cidade, o PIMP das balanças. Era a feijoada do Sr. Salpicão. Salpicão cujo nome dispensa apresentações, resolveu dar uma festa e chamar a nata da gastronomia de massa. Na entrada da festa, vestindo black tie, estavam seus capangas que faziam as honras e não arredavam o pé da porta (ou seria horta?) : Jiló, Quiabo e Maxixe. Eles eram os responsáveis por revistar as visitas, se meter onde não deviam e, conseqüentemente, receber cara feia de quem só estava lá para curtir o evento. Esses três fiéis capangas já tinham ficha no presídio famoso Xepa I, aquele que anos depois foi implodido e onde construíram o XepaII. Sr. Salpicão arrumou um esquema com o Varejão Volante às quinta-feiras, e conseguiu tirar eles de lá sem que ninguém percebesse a fuga dentro daqueles ônibus vegetal orgânico, que por si só já era suspeitíssimo. Por via das dúvidas, o experiente Salpicão se certificou de molhar as mãos dos policias no caminho com algumas laranjas limas, que foram recebidas de bom grado, já que são ricas em vitamina C, ajudam no trato gastrico e são ótimas para quem tem filho pequeno.
A festa corria bem, todos estavam se divertindo muito, a família Brocolis sentou-se na mesa dos Couve-Flor, e trocaram juras falsas de amor, aquela coisa de familiares que não fazem questão nenhuma de se frequentar, mas quando estão em público se esforçam em mostrar a todos a união e a sintonia que reina, quando se vem de baixo. Alías, esse momento da festa foi um pouco tenso. Os Brócolis e os Couve Flor começaram um discurso chatíssimo das minorias sociais, e de como eles lutaram muito para chegar ao patamar de essenciais legumes antioxidantes. As famílias das Beterrabas, Rabanetes e Nabos, se levantaram e em coro falaram que eles não sabiam o que era ser excluído pelos demais. A Beterraba deu um relato emocionadíssimo de como há anos ela vem sendo escondida no feijão, para que assim ninguém a perceba, e o Nabo fez o almoço quase acabar quando disse que sua maior utilidade era tirar manchas de Shoyu. Ficou um clima muito tenso entre todos, e o Sr. Salpicão a essa altura já estava achando que ia azedar.
Tudo voltou ao normal, quando a turma Hidropônica, com o maior jeitão de turma do deixa disso, chegou cantando uns mantras, dizendo que todos eram filhos da mãe natureza e que isso era culpa da Babilônia transgênica. O tomate que entrou para o ALFV (associação dos legumes & frutos viciados), concordou e disse para alegria de todos que fazia duas safras que ele abandonara o uso de pesticida. A festa a partir daí foi só diversão, todos dançaram muito! teve desfile da Mangueira com a porta bandeira Carlotinha e o mestre-sala Espada, porque feijoada que é feijoada tem que ter samba e palinha do Jamelão. No fim da noite, para fechar com chave de ouro, o Mc Repolho e o Mc Banana soltaram uns versos e trouxeram para o palco a mulher Melancia, a mulher Sapoti e a mulher Siriguela. Foi um desbunde de não botar defeito.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
De manhã

Chovia muito essa manhã. O ônibus passava pelo Jardim de Alah, e uma lembrança muito forte de você me veio à mente. Não contive o vômito. Envergonhada e com lágrimas nos olhos, virei para o passageiro ao meu lado e disse: " Desculpa, mas é que ele me causa repugnância". Ele entendeu, sorriu para mim e me deu um lenço. Ele não tinha noção do que era aquele peito peludo.
Meu passado me condena

Nasci em um trailler de cor cinza e letras vermelhas, onde se lia: "Cabinet Éxotique". Fruto do amor entre o incrível Homem Gógó e da Mulher que Devora Livros, vim ao mundo em um quinta-feira chuvosa no meio de um circo em Coney Island. Quando meus pais me pegaram no colo, me deram o nome de Agnes, por causa da mártir de incrível pureza. Cresci naquele ambiente que para muitos era inóspito e pertubador, mas que para mim era só uma trupe onde meus pais trabalhavam, e que eu podia ousar chamar de família. Ao 15 anos eu ganhei meu primeiro collant de lantejoulas. O brilho carnavalesco daqueles pedaços de plástico ora côncavos, ora convexos, sempre me emocionou. O que eu acabara de ganhar era cravejado desses rubis sintéticos. De collant vermelho fui iniciada na arte do trapézio. No início eu não era boa, o medo aflorava ainda na escada maleável, e eu não tinha bossa nenhuma voando pelos ares. A imagem que surgia diante do público em nada parecia com uma performance. Se assemelhava sim, com um resgate de uma vítima de incêndio. Com o tempo mudei de cor e passei para o collant preto, ainda de lantejoulas. Coloquei uma testeira da mesma cor, onde era possível ver, saindo por detrás do meu cabelo, uma pena de pavão real. No rosto, somente os olhos carregados de kajal. Neste dia quando entrei no picadeiro fui rebatizada com o nome de : Le Paon Sombre.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
A redescoberta com sabor de descoberta

Desde pequena tenho uma relação estreita com o mundo dos livros. Me lembro de ir com minha mãe na livraria Malasartes, e de gastar um tempo precioso sentada na mesinha de ferro vermelho, com banco estofado em xadrez branco e verde onde ficava lendo, até que umas das histórias me pegasse de jeito e minha mãe acabasse comprando, para assim ela ler e reler para mim inúmeras vezes. O fascínio pela livraria era tão grande, que foi lá que cometi meu único e pequeno furto infanto-juvenil: um adesivo metalizado de colombina, e foi sobre ele o tema da minha primeira confissão.Um pouco maior, me lembro de ir visitar o dono da livraria Timbre, a única livraria de adulto do bairro. Ele era muito simpático comigo, e a pequena livraria tinha um cheiro fortíssimo de livro novo, carpete e cigarro. Não gostava muito de lá, não tinha livro para gente "pequenininha", mas minha mãe era amiga do dono e o companheirismo nos passeios pelo shopping era completo. Alguns anos depois, tivemos uma livraria de rua que tinha um espaço muito bacana. Lá também não havia livros para minha então idade, mas tinha um degrau para cima, e alguns para baixo, porque a Gávea enche em dias de chuva. Na Bookmakers eu ia para lançamentos e ficava atrás dos garçons avaliando o que tinha nas bandejas. Convenhamos que comida enche mais os olhos do que livro. Além dessas que eu ia com frequência, tinha uma outra em Ipanema que guardo na lembrança com muito carinho. Ipanema eram os passeios pós fonodióloga. Na Dazibao a grande emoção era comprar os livros do Wally, fenômeno na minha infância, lá que comprei toda a minha coleção.
terça-feira, 21 de julho de 2009
Cada um no seu momento

Foca Foca Foca Foca Foca Foca Foca Foca Foca Foca Foca Foca Foca Foca Foca Foca Foca Foca Foca Foca Foca Isabel Foca Foca Foca Foca Foca Foca Foca Foca Isabel Foca Foca Foca Foca Foca Isabel Foca
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Separados no berço
quinta-feira, 16 de julho de 2009
O kajal e o tchibum

Ontem no caminho para casa tentava inventar mais uma desculpa para não comparecer à natação. O ônibus não demorou e cheguei em casa disposta a colocar o maiô e seguir meus afazeres do dia. Correndo peguei o maiô que estava em cima da mesa e vesti. Não era a minha vestimenta habitual, era o esgarçado e velho. Não que eu seja vaidosa e ache que tenha que ir linda para a natação, mas a linha índia velha com modelito ganho por igualmente velha portuguesa não faz o meu estilo. Sei lá por que cargas d'agua o maiô puxou os peitos para baixo e tava um horror. Saí correndo pelada pela casa à procura do collant perfeito. Vesti e me senti muito atleta de shortinho, havaianas e camisa branca. Tudo bem até que eu abri a porta da portaria e uma lufada de vento frio, fazia 16 graus do lado de fora, me atinge e eu penso na roubada em que estou me metendo. Cheguei na natação e estava rolando uma aula de fotografia aquática. Nadei durante 45 minutos junto com golfinhos de borracha, tubarões, corais e peixes borboletas - bonito que só. Isso me levou a questionar a veracidade desses filmes do GloboRepórter, acho que é tudo gravado na Hidrovida. Eis que o suplício aquático termina, e eu emerjo vitoriosa de dentro d'água. Saio de lá com a sensação de dever cumprido e me olho no espelho.... Alice Cooper nadou muito bem quarta passada! Nunca mais entro na piscina com a maquiagem do dia. Durante 7 andares esfreguei meus olhos até depenar os cílios a fim de tirar a Gretchen de mim.
Ainda sobre música
And a full time friend
The monkey on the back
Is the latest trend
Don't see what
Anyone can see
In anyone else
But you
Here is a church
And here is a steeple
We sure are cute
For two ugly people
Don't see what
Anyone can see
In anyone else
But you
We both have
Shiny happy fits
Of rage
I want more fans
You want more stage
Don't see
What anyone can see
In anyone else
But you
I'm always tryin'
To keep it real
Now i'm in love
With how you feel
I don't see
What anyone can see
In anyone else
But you
I kiss you
On the brain
In the shadow
Of the train
I kiss you
All starry eyed
My body swings
From side to side
I don't see
Wwhat anyone can see
In anyone else
But you
The pebbles forgive me
The trees forgive me
So why can't
You forgive me?
I don't see
What anyone can see
In anyone else
But you
domingo, 12 de julho de 2009
O som do limbo
Antiinflamatório
sábado, 11 de julho de 2009
Senta, que lá vem história
sábado, 27 de junho de 2009
Patologias analógicas
Um ônibus. Tudo começou em um ônibus. Um ônibus com hora certa, parada certa e passageiros certos. Esse é era o maior elo deles, um ônibus com um número ridículo.
Eles eram os diferentes, moravam onde ninguém morava. Foram obrigados a conviver por uma questão geográfica. E daí surgiu uma amizade. Não era bem uma amizade, e sim um passa tempo para a viagem, posto que não havia interesses em comum. A lei dominante era discordar, discordavam da entrada até um deles descer. A amizade veio depois. E depois o amor platônico, e depois o equívoco, e depois a separação, e a reaproximação, e a separação e a reaproximação, um fluxo contínuo... como em uma viagem dentro de um ônibus circular.
Ela sempre falou demais, para tudo tinha opinião, as mais absurdas, um gosto um pouco exótico, e um defeito: sempre esperou demais dos outros. Uma carência infundada, mas que sempre fez com que ela tivesse que ter certezas, mesmo não tendo nenhuma, além de uma necessidade de controlar os outros. Falava muito de si como se houvesse um pacto, “agora que te deixei entrar na minha vida, por favor fique”, só que isso valia até para o cobrador. Chato isso. Maiakovski disse: “A anatomia errou comigo, sou todo coração” seria uma definição para o caso dela. Ele no entanto, sempre foi o oposto, ou pelo menos sempre tentou parecer. Aliás esse era um dos seus jogos favoritos, pareço mas não sou. Difícil era achar a essência dentro de tantas aparências. Sempre independente, falava bastante, nunca dele, sentimentos, pouquíssimos. Sempre soube ouvir, mas sempre selecionou o que ouvia, e um ouvido seletivo é algo que temos que aprender a lidar, ou melhor, “peneirar” o que vai ser dito, para não gastar saliva à toa. Neste ponto eram realmente opostos. Um agia antes de pensar, o outro pensava, pensava, pensava, pensava e aí quem sabe agia. O tempo dele - que ela tanto detestava.
O tempo do relógio não é o tempo pessoal. O tempo faz esquecer, o tempo cura a ferida, o tempo traz mudanças, o tempo nos faz envelhecer, o tempo nos faz amadurecer, o tempo é uma faca de dois gumes, e sintonizar o próprio tempo com o real e o do outro é uma tarefa árdua. Ela nunca cobrou tal sintonia, mas sempre detestou esperar. A espera é uma forma de colocar o outro no seu devido lugar. A espera nos prende e nos torna vulneráveis. A relação do atrasado e do que espera é quase uma relação fetichista: sou teu escravo, eu te espero enquanto o outro tem algo melhor para fazer e sabe, por que ele sempre sabe, que o outro está esperando. De alguma forma isso deve trazer uma satisfação pessoal. Para ele, sem dúvida.
Como foi dito, depois da amizade veio a paixão platônica. Todos sabiam, ela terminou o namoro, todos comentavam, mas não era o momento, ela esperava e ele decidia, e a amizade continuava. Viagens, pastas, folhas, fotos, e-mails, despedidas... o tempo passou, e ela arranjou um namorado, não agüentou esperar. Um amigo que surgiu para substituir, reafirmando que ela sempre foi carente, acabou encantando e daí surgiu um romance, que a princípio tinha tudo para dar certo. Esta foi a primeira vez que ela não esperou ele. Só que o namoro não deu certo, pelo contrário, terminou de forma bem ruinzinha. De um grupo de amigos só restou ele no caminho dela, e por ironia da vida, por mais que ele estivesse dentro do mesmo contexto, ela nunca o associou ao resto dos amigos. Sem dúvida ele era especial, a intimidade era grande, se conheciam bem para virar as costas e cada um ir para seu canto.
A segunda vez que ela não esperou, foi quando ele decidiu ter alguma coisa com ela. Só coube a ela dizer: desculpa amigo este não é o meu tempo, as coisas não são na hora e do jeito que você quer. Mostrando como a problemática do tempo está sempre presente. Ninguém aceita bem o tempo do outro, muito menos quando se apostam algumas fichas para dar certo e não dá. O afastamento foi inevitável, porém contornado, abafaram o caso e continuaram amigos. Só que como eram de turmas diferentes e já era quase fim do ano, ele foi embora antes dela. Foi a segunda vez que ela observou ele ir embora.
Mas o mundo da voltas e a Zona Sul é um ovo. Um ano depois., ela estava na mesma faculdade. Não era como antes, mas se encontravam de vez em quando, alguns amigos em comum, pilotis, MSN, festinhas e aniversários. A lacuna era grande, mas onde há algum tipo de amor sempre resta um sentimento de cumplicidade, e isso sem dúvida não foi perdido. Um dia estavam conversando e no mesmo dia descobriu que ele ia viajar novamente.Com a notícia veio à festa de despedida, como de praxe. Ela pensou: ”já mal nos vemos, que diferença faz ? vamos à despedida”... Na hora de se despedir ficou triste, uma tristeza que ela não esperava sentir, de repente se viu numa passividade assustadora, em uma confusão interna como se estivesse de fato presa a um passado e as palavras “ eu te amo. eu sempre te amei e eu sei que você sabe disso” bateram de uma forma muito estranha, podia ser verdade, existem tantas formas de amar, mas o papo de bêbado não estava descartado. A única resposta foi: "Boa viagem.Aproveite." Naquele momento não era o que ela esperava dizer e nem ele ouvir, provavelmente. Chegou em casa chorou um pouco e mais uma vez abafou o caso, como das outras vezes, sempre na passiva e ele na ativa.
No entanto estas palavras que geraram um incômodo deram forças para ela investir via Internet numa relação de amizade saudável. Falava com ele, enchia o saco, vivia numa falsa “atividade”, mal ou bem o tempo dele ainda controlava a relação, respondia quando bem entendia, saia do MSN do nada, tudo que irritava ela, que respirava fundo e começava tudo de novo no dia seguinte. Até que essa situação chegava ao limite, ela ficava irritada, se sentia humilhada, correndo atrás, voltando à sua posição fixa de esperar. Isso gerava um monte de pensamentos do tipo: Será que? Por que? Não, não é pessoal, mas a raiva era grande, deletava os e-mails dele, dizia chega! Só que no primeiro sinal de “Olá" ela voltava a considerar a amizade. Se tem uma coisa que ela aprendeu a muito custo foi não depender mais 100% das pessoas, e quando ele chegou para as férias, ela percebeu que na vida dele, o lugar dela era mais no passado do que no presente, como se fosse um brinquedo que o adolescente não tem coragem de descartar. Mesmo assim , ela tentou, mandou alguns e-mails, não queria encontrar ele nem nada, era só para mandar um “oi” “e aí?” “o que tem feito?”, só que o tempo dele não permitia. Muito atarefado, deixou ela um pouco de lado, com a certeza que ela, que sempre aceitou, e que o conhecia tão bem ia entender a mente relapsa, a maluquice e a dislexia, fatores que existiam, mas que não eram impossibilitadores quando ele queria algo de fato. Se não respondia é por que não estava com vontade. As coisas tinham mudado, no entanto, e ela não queria mais. Caso exista um término de amizade, foi isso que ela ofereceu , para não ficar chateada. É preferível ter uma boa lembrança do que passou, do que se sentir mal no presente. A dependência dela não permite uma amizade onde só um dita as regras. O tempo dele consumiu a relação. Essa foi a terceira vez que ela não esperou e a primeira vez em que se despediu com palavras semelhantes: Eu te amo.Um amor que se modifica há oito anos, uma certeza que vamos levar para sempre e para qualquer lugar, mesmo que nunca antes tenha sido dita, mas não posso deixar de ser eu. Minha natureza é falastrona, excessiva, um tanto grudenta, eu levo a sério demais quem eu considero amigo, e para ficar policiando meus atos, prefiro abrir mão. Não posso ficar esperando o seu tempo e não quero mais ficar observando, como fiquei esse tempo todo. Não vou colocar você na caixinha do passado por que seria injustiça demais. Mas prefiro deixar ao acaso.Fica mais leve assim não é?
Au revoir.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Em uma quarta-feira de junho
A massagem acabou e com a coluna inteira fique com vontade de acompanhar o programa diário, para assim ficar por dentro de um Brasil que eu desconheço.
Este post valeu 5 paçocas. Relaxada e ansiosa.
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Aprendizados Urbanos
domingo, 14 de junho de 2009
Êta
Preciso de umas férias. Em Ibiza.
sábado, 30 de maio de 2009
Notícias de um mundo bizarro
quarta-feira, 27 de maio de 2009
O mundo da Orla
terça-feira, 26 de maio de 2009
Andando com os amigos
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Timidez, meu álibi
2.Acanhado, retraído.
3.Fig. Fraco, frouxo, débil:
Única - Único
domingo, 24 de maio de 2009
Que carinha linda
Parei com o pó
Recebi um elogio na night, e achei bonitinho: um rapaz veio e disse que minha luz era linda. Achei legal, devia estar emanando muita luz mesmo, ainda mais vestida toda de preto as usual. É engraçado festa com VJ, todo mundo fica vendo televisão e balançando de um lado para o outro. Festa dos Rain Men.
A partir de hoje nesta humilde URl, só coisinhas fofas e bacanas e não mais frustrações e sofrimento. Mas valeu a pena ter passado por isso, paixão é doença é um fato e dói, houve dias que a coisa era física. Que essa energia que impulsiona a gente a só ver o outro, seja um catalisador de coisas boas para outros tantos. Pela última vez desculpa e obrigada.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Sim!
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Imaginação_ação

Imagine uma cidade abandonada, radiotiva, com um parque de diversão dentro para você fazer um ensaio fotográfico? Seria demais. Uma Coney Island do Super Homem..bem super homem é criptonita, mas urânio enriquecido é quase isso, vai... Hoje é aniversário de Chernobyl. Chernobyl sempre foi um nome de personagem para mim. Temos: Billy the Kid, Cheech e Chong, e por que não Chernobyl? Já imagino até a pronúncia, fazendo -rnobyl com assovio, uma coisa meio como a música Sally that girl.
domingo, 26 de abril de 2009
Até do escuro
sábado, 25 de abril de 2009
O vento que traz, leva
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Moi et Vous: La somme n'est pas Nous
Pour oublier des moments"
Moments? Il n'y a pas des moments entre nous. Nous? Il n'y a pas personne pour composer nous. Il y a sollement moi. Et c'est moi qui écris dans cette blogue imbecile! C'est moi qui pense que quelque jour ma histoire de vie sera differente. La verité? La verité est que cette jour ne viendra jamais.
domingo, 19 de abril de 2009
Amizade
Sabe votos de casamento "na saúde e na doença, na alegria e na tristeza"? Pois bem, não conte com meus amigos, eles não me ligam, eles não podem me ver..a vida é para ser vivida e não ouvida.
Para Young Full obrigada por tudo! Ahhh Belzinha, domingo a gente se vê!
Salvam-se poucas exceções.
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Tic tac trim
terça-feira, 14 de abril de 2009
Do fotolog da amiga para abrir mais a ferida
Quando encontrar alguém e esse alguém fizer
seu coração parar de funcionar por alguns segundos,
preste atenção: pode ser a pessoa
mais importante da sua vida.
Se os olhares se cruzarem e, neste momento,
houver o mesmo brilho intenso entre eles,
fique alerta: pode ser a pessoa que você está
esperando desde o dia em que nasceu.
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo
for apaixonante, e os olhos se encherem
d'água neste momento, perceba:
existe algo mágico entre vocês.
Se o 1º e o último pensamento do seu dia
for essa pessoa, se a vontade de ficar
junto chegar a apertar o coração, agradeça:
Algo do céu te mandou
um presente divino : O AMOR.
Se um dia tiverem que pedir perdão um
ao outro por algum motivo e, em troca,
receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos
e os gestos valerem mais que mil palavras,
entregue-se: vocês foram feitos um pro outro.
Se por algum motivo você estiver triste,
se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa
sofrer o seu sofrimento, chorar as suas
lágrimas e enxugá-las com ternura, que
coisa maravilhosa: você poderá contar
com ela em qualquer momento de sua vida.
Se você conseguir, em pensamento, sentir
o cheiro da pessoa como
se ela estivesse ali do seu lado...
Se você achar a pessoa maravilhosamente linda,
mesmo ela estando de pijamas velhos,
chinelos de dedo e cabelos emaranhados...
Se você não consegue trabalhar direito o dia todo,
ansioso pelo encontro que está marcado para a noite...
Se você não consegue imaginar, de maneira
nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado...
Se você tiver a certeza que vai ver a outra
envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção
que vai continuar sendo louco por ela...
Se você preferir fechar os olhos, antes de ver
a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida.
Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes
na vida poucas amam ou encontram um amor verdadeiro.
Às vezes encontram e, por não prestarem atenção
nesses sinais, deixam o amor passar,
sem deixá-lo acontecer verdadeiramente.
É o livre-arbítrio. Por isso, preste atenção nos sinais.
Não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem
cego para a melhor coisa da vida: o AMOR !!!
Carlos Drummond de Andrade
Por que eu não consigo te decifrar?
Por que você não deixa eu penetrar na sua alma, no seu gosto, no seu gozo, na sua alegria e tristeza?
Por que você não aceita a minha amizade, e juntos trocariamos sonhos e risos?
Por que você não deixou eu ser sua amante, e ao seu lado eu agradeceria todos os meus dias, e te ajudaria, e te surpreenderia, alimentaria e dormiria esperando para o dia seguinte fazer tudo igual?
Por que você não aceitou eu ser sua melhor aluna, e assim você se vangloriaria ao dizer meu nome e desta relação existiriam frutos que outros usufruiriam?
Por que eu insisto em mexer naquilo que está cicatrizando? Que força é essa que não controla minha mente e por consequência meus dedos? Será um vício? um vício de você ou um vício de ter você por perto? Ou será um pagar para ver? Tiro a casquinha e fico vendo a ferida purgar mais uma vez e me pego me questionando, quando aquilo que agora arde vai cicatrizar e fechar novamente uma vez por todas....
Calendário
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Os sofrimentos do jovem cãozinho
Sexta-Feira da Paixão
X-women
Eu adoraria não ter que pensar sobre essa doença que traz tantas angústias. Mas, infelizmente, ou felizmente por me tornar um ser atento, ela foi próxima e por conta disso se torna impossível não pensar. Pois bem, liguei dois pontos nada a ver e cheguei a um pensamento deveras estranho. O número de mulheres está cada dia mais assustador, não existe homem para o número de mulheres disponíveis no mercado, eu sou um produto encalhadinho, semi-vencido na prateleira e sei bem dessa realidade. É só olharmos à nossa volta: só há mulheres. Darwin já falava sobre a seleção natural da espécie, e o Unibanco acaba de criar um seguro saúde para a mulher com câncer. Pode ser maluquice, mas talvez a mutação do milênio venha varrer algumas de nós, para que exista um equilíbrio na espécie humana.
Uma outra coisa que reparei, em revistas e sites especializados, foi que a melhor maneira de se garantir um câncer tranquilo, já que o INCA liberou a boa noticia que a estimativa para o Brasil somente este ano são de 460 mil novos casos, é o diagnóstico precoce. E qual seria este diagnóstico? Bombardeamentos anuais de radioatividade através de Tomografias e Ressonâncias. Para prevenir é necessário se submeter a pelo menos 1 hora e 20 minutos de raio-x e contraste na veia a cada 1 ano, se tiver sorte, ou 6 meses se tiver parentesco. Até onde meu passado nerd me condena, a radioatividade era responsável ou coadjuvante em metade dos casos de super heróis em quadrinhos. Fiquei matutando sobre isso em um táxi vindo do Norteshopping, e acho que em um futuro muito breve começaremos a ter pessoas de fato mutantes por conta desse urânio acumulado. Tempestades, Wolverines, Super Homem e Homem Aranha vão deixar de ser história e começar a se tornar de fato realidade, até que se descubra uma solução para aquilo que veio para amedrontar e questionar a ciência que era , até então, tão assertiva.



















