sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Batendo pestana

Por que acredito que as coisas mudam? E por que acredito ainda que as pessoas possam ser diferentes? E por que mesmo eu ainda acredito que tudo tem solução?


Por que eu acredito mesmo nos sonhos? Porque a realidade é de foder.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Sonho matutino

Pela manhã sonhei com um recado que dizia:

- Eu não sei o que aconteceu entre nós. Eu não sou assim, eu não jogo dessa forma. Eu só jogo com palavras e bolinhas de sabão.

Não tinha essa diagramação no sonho, mas não vou conseguir lembrar com exatidão como era. Tinha algum complemento também, só que se não me recordo, é porque não era tão importante. O que mais gostei foram as bolinhas de sabão - em uma limpeza no quarto, joguei fora mais de 4 frascos. Sorte a minha que mesmo quando tudo se esvazia, ainda existe o lado lúdico nas experiências e palavras. Gostei.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Acho que vou virar existencialista

Perto demais se torna banal


Ainda sobre o amor...

Antonio Banderas uma vez disse que ser ator em Hollywood era mais fácil do que na Espanha. O exemplo que ele deu foi em relação às cenas de amor, onde em espanhol ele dizia : Te quiero, que carregava uma dramaticidade que não acontecia quando ele falava o tão batido: I love you.

Pois bem, hoje fiquei pensando na banalização dos nossos sentimentos e relações. Como foi dito no incrível filme Closer ( sim incrível, um retrato fiel das relações nos tempos atuais): "Tudo é uma versão de outra coisa"- eu bem sei. Por isso tenho que dizer que eu não te amava, ou pelo menos, não o que eu compreendia até então como amor. Amor é sinônimo de caridade (pode ser meu ranço cristão falando mais alto), aquilo que vem do coração, que se preocupa com o outro, que muitas vezes coloca os anseios dos amados acima dos nossos. Cafona, não? é. Porém, esse tipo de amor caiu em desuso. Não posso afirmar que ele não existe, estaria sendo radical, e, até quem sabe, pessimista. Mas acho que nos dias de hoje, é mais fácil sentir o que seria para o Antonio Banderas o I love you.

Foi assim que cheguei à conclusão que eu te amava. A partir do momento que os sujeitos das relações se comportam como se o amor estivesse presente, e na maioria das vezes ele não está, como posso dizer que não amo? Sim, amo e muito! É o que me resta, ora.

E mesmo sabendo que isso é uma mentira, me questiono se não será ela mais importante que a verdade ao nos relacionarmos atualmente. Acho que neste amor que vem surgindo, nesta nova forma - se é que assim posso classificar - a mentira é sim, o ingrediente mais necessário. Na incapacidade real de sentir algo nobre, inventamos uma forma carregada de palavras de afeto, saudades e compromissos. Essa banalização da emoção verdadeira acabou se tornando, ou melhor, ficou conhecida como amor. Da caridade resta um pouco. Transformaram o ato de amar em algo individual, onde não é mais necessário um outrem. Melhor do que amar e ser amado, é amar a idéia que alguém te ama, e isso já basta. Creio que neste universo ficcional, parcialmente baseado em situações reais, alguém dorme com o coração quentinho na certeza de ser amado. Só não sou eu que durmo, ou que amo. Meu lugar é a Espanha, e me tragam um copo de jerez por favor.

* 1/3 desse post é verdade, o resto todo é mentira - acho coerente*

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Submissão










"Cause it's a secret
Under the water
In the sea
It’s an octopus rock

You've got me pretty deep baby
I can't figure out your watery love
I got to solve your mystery
You're sitting it out in heaven above
Sub mission
Going down down
Dragging her down
Sub mission
I can't tell you what I found"


Submission - Sex Pistols



* Foto de Rogi André de Jaqueline Lamba

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Algumas considerações

"Se errei, mostra-me onde. Se não, porque me bates?" (Jo. XVIII, 24)

Dia 4 de janeiro de 2010. Eu quero viver!

domingo, 3 de janeiro de 2010

Vem 2010


Abençoado seja!