quarta-feira, 25 de novembro de 2009

O dia em que caí do cavalo

Comecei a ler um livro do Jack London. A minha leitura nunca foi guiada por um motivo especial, e todas às vezes que vou no estande da L&PM a escolha dos títulos é totalmente randômica. Na verdade, o único critério existente é o "esse eu não li". Foi assim que "O canto da floresta" veio parar na minha mesa de cabeceira. Ainda não terminei de ler, mas já cheguei no meio e o que mais me surpreendeu foi o fato de ser uma história de cachorro. Estou acostumada a imaginar pessoas, situações e problemas, mas imaginar cachorros é algo novo - pelo menos para mim. E não é só pata, focinho e rabo, o personagem principal (Buck) tem ambições, planos e medos, todos eles bem reais e verossímeis. Sempre que me deparo com o mundo animal fico pensando nas complicações que criamos por conta da racionalidade tão amada, e muitas vezes almejada. A leitura deste livro me fez lembrar de um outro conto (O imortal), neste caso um do Borges (O Aleph), onde ele dizia: " Ser imortal é insignificante; com exceção do homem, todas as criaturas o são, pois ignoram a morte; o divino, o terrível, o incompreensível é saber-se imortal."

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

É tipo isso

Deveria estar dormindo:



A fantasia do real

Faz tempo eu voltei para a análise. Voltar para a análise é ainda mais estranho do que começa-la. Da primeira vez que você procura um analista a entrevista é tensa, e você tenta provar por A+B que tudo aquilo é passageiro, e que você tem algum controle da situação. Uma coisa meio Chapollin, onde todos os seus movimentos são friamente calculados. A segunda vez que você vai parar no divã, está bem claro que é essa vã sensação de controle que você busca. Pois bem, voltei para a análise. Expliquei em miúdos tudo que acontecia, e tudo que desencadeou uma linha de pensamento que posso adjetivar de no mínimo soturna. Pelo menos a sala é bem decorada, e creio que isso faz muita diferença para mim. Além disso, meus 5 anos de Lacan me fazem acreditar que sou uma psicanalista em potencial, e por conta dessa sapiência desmedida, cabe a mim decidir as regras do jogo. Semana passada quando descrevia um caso, entrecortando com outros tantos, tentava construir uma lógica dentro de uma mente fantasiosa. E eis que ela interrompe e diz: " Você vai ter que aprofundar a questão do real, realidade e fantasia". Neste momento de ruptura, selamos um acordo com validade extensa. Como dizer para os outros que eu só vivo a realidade porque nela está contida toda a minha fantasia? Talvez eu devesse concluir que é melhor parar de sonhar e começar a viver, ou viver a realidade presente e nela colocar a minha fantasia - será que cabe?. Ela me mandou voltar lá essa semana. Talvez eu simplesmente devesse parar de fazer análise.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Editorial alienado



Um pouco de estilo e decoração.





sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Casa Claudia


Um exemplo de decoração e bom gosto. Ando com uma saudade desse filme.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Recalque lésbico


Passei na banca e não resisti. Comprei a Playboy da Fernanda Young. Acho que é a primeira vez que faço isso, fiz uma cara moderninha e mandei na lata: "Bom dia, eu quero a Playboy da Fernanda Young". Vi rapidamente no trabalho e achei lindo o ensaio. A referência ao Helmut Newton é evidente, o meu gostar totalmente previsível. A cópia nacional de Marla Singer tá de parabéns.