Uma amiga recém chegada de Nova York olhou para mim e disse: "Você é hipster. Deveria morar no Brooklyn". Contra argumentei dizendo que não era, que nem sabia direito o que era isso, que não tinha Iphone, não usava Instagram, não era aficcionada pela Apple, mas que sim, adorava o Brooklyn. Ela do alto de seus 6 anos de experiência na Grande Maçã falou que todo hipster não se diz hipster, e mostrou alguns pontos de interseção entre características minhas e as deles, como grandes armações de óculos, chegar cedo quando sai à noite, andar de bicicleta, gostar do Wes Anderson, ter um Tumblr e adorar bandas como o Animal Collective. Naquele dia me aceitei hipster, mas disse que era uma hipster meio loser, o que automaticamente me faz indie, creio.
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A paixão mais violenta que eu tive até o presente momento foi por um professor de filosofia. O que despertou todo esse amor obsessivo, não foi o fato dele estar no doutorado precocemente, muito menos o seu total domínio sobre Benjamin. O que acendeu o fogo da paixão foi a confissão que ele fez em sala de aula, sem propósito algum: "Eu adoro Sonic Youth". A partir daquela terça-feira, eu que já adorava o Sonic Youth fiz de Goo, Washing Machine e EVOL trilha sonora para um ano inteiro de amor não correspondido.
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Eu detesto a pergunta: "Qual é sua banda favorita" e também não suporto quando me indagam: "Qual é o seu filme preferido". Não tenho resposta para elas, ou melhor, não tenho essa constância. Sempre que posso saio pela tangente. Só uma coisa é certa desde os meus 15 anos - Inglaterra /Reino Unido. Dos lugares que visitei, lá é o que eu mais gosto, e isso influencia muitas coisas, tendo a achar (uma mistura de romantismo com infantilidade) que tudo que vem de lá já vem com algum selo de qualidade, principalmente quando penso em música.
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Mês passado eu fui ao show do Mogwai duas vezes.
Mogwai é de Glasgow, assim como o Belle Sebastian, o Teenage Fun Club e o Franz Ferdinand (que tá batido, mas já foi legal), ou seja, Glasgow é uma cidade supimpa. E é mesmo.
Porém, não saí de casa para homenagear a cidade Art Nouveu. Mogwai me emociona verdadeiramente, é como entrar em um transe sonoro, é música que ao vivo não te faz pensar em nada. É muito bonito. E muito bonito é o público do Mogwai, também. Foi no show daqui, talvez um pouco no show de lá, que eu me aceitei com um gosto indie que até então eu não achava que existia.
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Shoegaezing - É olhando para os sapatos que a gente compreende o que está ao nosso redor. E assim a profecia da distorção se fez.
« Le beau est toujours bizarre. Je ne veux pas dire qu'il soit volontairement, froidement bizarre, car dans ce cas il serait un monstre sorti des rails de la vie. Je dis qu'il contient toujours un peu de bizarrerie, de bizarrerie non voulue, inconsciente, et que c'est cette bizarrerie qui le fait être particulièrement le Beau. » (Charles Baudelaire)
quinta-feira, 31 de maio de 2012
terça-feira, 22 de maio de 2012
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Missiva
Ato, ação, obsessão, entretenimento, comunicação, não sei. Frutos de correspondências, ideias, palavras escolhidas, afetos camuflados, belas pontuações ( uma amiga uma vez disse: "Sinto tesão em vírgulas bem colocadas", todos na mesa consentiram). Meus pais se correspondem por cartas, minha mãe me escreve algumas, meu primeiro namorado fazia um jornalzinho personalizado para mim. Emma Goldman diz: "se não posso dançar não é minha revolução", eu diria que "se não posso me corresponder, então não é amor." Como se não bastasse as duas caixas abarrotadas de cartas e cartões, e dois emails coloridos por pastas de acordo com o remetente, gasto um tempo me infiltrando em mundos que não fui convidada, mas que me deram a chave. Dos autores que li, alguns adoraria que me escrevessem e me mandassem algumas palavras selecionadas em papel dobrado, por correio, afinal, estamos falando de palavras carregadas de simbolismo, e todo ritual é simbólico.
* Não sei porque tudo esta mini, mas sei o quanto é difícil aceitar isso quando se tem TOC.
Fragmentos de três mundos distintos (para ser lido com lupa):
Robert Lowell para Elizabeth Bishop
Dearest Elizabeth B.:
I want you to know that you need never again fear my overstepping myself and stirring up confusion with you. My frenzied behavior during your visit has a history and there is one fact that I want to disengage from all its harsh frenzy. There’s one bit of the past that I would like to get off my chest and then I think all will be easy with us.
Do you remember how at the end of that long swimming and sunning Stonington day, we were talking about this and that about ourselves and you said, rather humorously yet it was truly meant, “When you write my epitaph, you must say I was the loneliest person who ever lived.” (...)
Mais aqui.
Gustave Flaubert para Mme. Anne-Justine-Caroline Flaubert
(...) Quanto a mim, assim como parti, assim voltarei, apenas com alguns cabelos a menos na cabeça e muitas paisagens a mais dentro. Isso é tudo. Quanto às minhas disposições morais, mantenho as mesmas até nova ordem. E depois, se é preciso dizer isso sobre o meu mais íntimo pensamento e sem que a palavra assuma um ar pretensioso demais, eu diria que estou velho, velho demais para ter que mudar. Já passei da idade. Quando se viveu como eu uma vida toda ítima, cheia de análises turbulentas e ímpetos contidos, quando se excitou tanto a si mesmo e se acalmou sucessivamente, e se empregou todas sua juventude a manobra a alma, como um cavaleiro faz com seu cavalo quando ele o força a galopar pelos campos, com a espora, a marchar em passos míudos, a saltar os fossos, a correr no trote e com o passo travado, apenas para se divertir e saber mais; o que quero dizer é que se não se quebra o pescoço no começo, há grandes chances de que não se quebre depois. Eu também, eu estou estabelecido, no sentido em que encontrei meu assento como centro de gravidade. Eu não pretendo que nenhum estremecimento interior possa me fazer mudar de lugar e cair por terra. O casamento seria para mim uma apostasia que me assusta. (...) Cartas exemplares - Gustave Flaubert - Ed. Imago
Zelda Fitzgerald para Scott
(...) Isso foi o que dissemos na doçura daquela noite imensa do Alabama, muito tempo atrás, quando você me convidou para cear, e eu nunca tinha ceado antes, até então eu só "jantava". O Genereal não estava. Fazia uma noite amena e cinza, as árvores eram penungetas á luz dos postes, os recessos obscuros do pinheiral recendiam aromas do passado e você disse que voltaria, de onde quer que estivesse. E eu falei que estaria ali, à espera. Na hora não acreditei muito nisso, mas agora acredito.
E assim foi que, anos mas tarde, pintei para você um quadro com algumas papoulas fiéis e o quadro dizia " Não importa o que houver, eu sempre o terei amado muito. É assim que me sinto a respeito de nós, novas emoções podem se sobrepor, até acidentes podem dar outro aspecto a nossas emoções, mas este é nosso amor e nada poderá mudá-lo. Porque essa é a verdade". E eu o amo ainda.
Fui eu quem disse:
Sinto como se algo tivesse acontecido e não sei o que é.
Você disse:
- Bem. Depois sorriu. (E foi um elogio para mimporque você nunca tinha ouvido bem usado dessa forma.) Se você não sabe, eu e que não poderia saber.
E eu então falei "Acho que ninguém sabe -
E
você torceu e eu adivinhei que
Tudo iria dar certo -
De modo que nos casamos -
E talvez tudo acabe dando certo, no fim das contas.
Há tantas casas onde eu gostaria de morar com você. Não quer ser meu - de novo - e uma vez mais -
Meu amor querido, eu o amo
Zelda
Felizes, felizes, para todo o sempre - da melhor forma que deu.
Querido Scott, Querida Zelda - As cartas de amor de Scott e Zelda Fitzgerald. Organização de Jackson R. Bryer & Cathy W. Barks - Ed. Cia das letras.
* Não sei porque tudo esta mini, mas sei o quanto é difícil aceitar isso quando se tem TOC.
domingo, 20 de maio de 2012
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Finais de semana*
I get alone without you very well
Of course, I do
Except when soft rains fall
And drip from leaves then I recall
The thrill of being sheltered
In your arms
Of course, I do
But I get alone without you very well
I've forgotten you
Just like I said I would
Of course, I have
Or maybe except when I hear your name
Someone's laugh that's just the same
I've forgotten you just like
I should
What a guy
What a fool am I
To think my aching hearth
Could keep the moon
What's in store
Should I phone once more
No, no, no, no, no
It's best that I stick to my tune
I said that I get alone
Without you very well
Of course, I do
Except perhaps in spring
But then I should never
Ever think of spring
For that would
Surely break my heart in two
Of course, I do
Except when soft rains fall
And drip from leaves then I recall
The thrill of being sheltered
In your arms
Of course, I do
But I get alone without you very well
I've forgotten you
Just like I said I would
Of course, I have
Or maybe except when I hear your name
Someone's laugh that's just the same
I've forgotten you just like
I should
What a guy
What a fool am I
To think my aching hearth
Could keep the moon
What's in store
Should I phone once more
No, no, no, no, no
It's best that I stick to my tune
I said that I get alone
Without you very well
Of course, I do
Except perhaps in spring
But then I should never
Ever think of spring
For that would
Surely break my heart in two
I get along without very well (except sometimes) - Nina Simone
Cherish - para dançar na cozinha (vida longa aos gif's)
* Meu português anda sofrendo sérios problemas, daí a mudança do título (perdoem minha falha concordância)
domingo, 13 de maio de 2012
Alguma coisa aconteceu no meu coração
Foram dois dias de muitas atividades: negócios, contatos para freelas, jantar, show e exposições (ao todo 5 em um único dia). Foi leve, foi bonito, e eu não me lembro a última vez que fui tão feliz lá. Me senti bem, me senti de certa forma parte da cidade, esqueci uma saia, e dizem que quando se esquece algo é porque não queremos ir embora. Acho que eu não queria ir embora, não. De tudo que vi, o que mais me chamou a atenção foram as fotos de German Lorca, que não conhecia até então, no Mam. Obviamente que não foi à toa, o estilo street photography com suas paisagens vazias e flagrantes urbanamente desumanos, tão bem fotografados por outros artistas queridos como: Manuel Alvarez, Walker Evans, Beatrice Abbott, André Kertész e Elliott Erwitt, sempre me agradou muito.
Deixo aqui algumas das minhas favoritas e a música que fechou o show intenso do Mogwai:
Deixo aqui algumas das minhas favoritas e a música que fechou o show intenso do Mogwai:
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Duras x Polanski
"O que ela fez, ela, com seu castelo é absolutamente inconcebível, sempre para o primogênito, que, criança de cinqüenta anos, não sabe ganhar dinheiro. Ela compra chocadeiras elétricas, instalas-as no salão do térreo. Tem seiscentos pintinhos de uma vez, quarenta metros quadrados de pintinhos. Ela tinha se enganado no controledas lâmpadas de infravermelho, e nenhum pintinho consegue se alimentar. Os seiscentos pintinhos têm o bico defeituoso, que não fecha direito, todos morreram de fome, ela não irá mais recomeçar. Estive no castelo durante a eclosão dos ovoso, uma festa. Depois, é tamanho o fedor dos pintinhos mortos e da ração deles que não consigo mais comer no castelo de minha mãe sem vomitar"
- O amante, Marguerite Duras
- O amante, Marguerite Duras
terça-feira, 8 de maio de 2012
Alvorada
Eu queria escrever algo bem sujo, imundo e caótico. Algo que perturbasse quando relesse, que me desse algum orgulho, e que trouxesse algum alívio para a cabeça, mas não consegui.
Procurei em livros, não seria a mesma coisa, mas tem tanta gente com talento e perturbações melhores que as minhas por ai. Porém, tampouco encontrei.
Desisti.
A verdade é que os dias tem sido limpinhos.
Procurei em livros, não seria a mesma coisa, mas tem tanta gente com talento e perturbações melhores que as minhas por ai. Porém, tampouco encontrei.
Desisti.
A verdade é que os dias tem sido limpinhos.
sábado, 5 de maio de 2012
Habemus Franjan
Todo filme da nouvelle vague deveria vir com uma advertência, logo na abertura dos créditos, em letras garrafais:
Não tente repetir este corte de cabelo em casa.
Posto isso, vi dois filmes de Godard na sequência, e no atual momento ostento um ornamento piloso nouvelle-vaguiano no meio da testa. Não sei dizer se ficou bom, não tenho distanciamento crítico para tal. Porém, não tenho dúvidas que estou desevolvendo TOC, e a escova de cabelo é minha aliada.
Algumas franjas do mesmo diretor e a mulher mais bonita da época:
Não tente repetir este corte de cabelo em casa.
Posto isso, vi dois filmes de Godard na sequência, e no atual momento ostento um ornamento piloso nouvelle-vaguiano no meio da testa. Não sei dizer se ficou bom, não tenho distanciamento crítico para tal. Porém, não tenho dúvidas que estou desevolvendo TOC, e a escova de cabelo é minha aliada.
Algumas franjas do mesmo diretor e a mulher mais bonita da época:
Tempo de Guerra
Alphaville
Pierrot le Fou
Masculine Feminine
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Saudade é coisa fina
Eu acredito que, quando a saudade chega, é porque algo mudou na maneira como vemos o passado. De alguma forma, quando sentimos saudades, focamos somente nela, e é como se todos os mal entendidos passassem.
Muita coisa se passou nesse último ano. Muita coisa vem passando.
Desde ontem, quando a temperatura esfriou, a saudade chegou e se alojou em mim. Deve ser por causa do tempo. Nos conhemos no final do verão e começamos a namorar no início do outono, fazia frio, fiquei doente, como é de praxe em abril. Quando saí hoje de casa, usando casaco mesmo com o sol lá fora, lembrei do lençol preto que eu não gostava, da manta que o acompanhava há trinta anos, do aroma chiclete do carro que eu sentia no caminho de madrugada para casa, dos passeios nos sábados de sol, dos cafés aromatizados que ele fazia para mim quando acordava, de uma cueca verde gnomo que de tão lastimável me fazia rir. Foi impossível não recordar da sanha por padarias, do muquifo do amor na Augusta, dos flippers da Liberdade. Ontem à noite, no entanto, a imagem da rodoviária gelada às 6 da manhã surgiu, e junto com ela a cena que sempre se repetia: ele parado me esperando, pronto para dizer a célebre frase: "feliz que você está aqui".
Passou. As coisas passam, mesmo que lentamente, mesmo que fracionadamente.
Não tenho vontade de voltar para aquela época, de repensar as diferenças, de rever minhas decisões... não se trata desse tipo de saudade. Tudo foi finalizado da melhor maneira possível e o baile seguiu tocando músicas diferentes. Porém, quase completando dois anos, olho para trás e vejo que fui feliz naqueles meses, não sei se plenamente feliz, mas feliz. Durante todo aquele outono guardei um pequeno pedaço de mim dentro de uma caixa forrada de veludo verde para um dia viver uma fantasia. Esse pedaço fazia falta para ele, mas eu achava que não; como a maior parte de mim era dele, parecia o suficiente. Na minha cabeça aquela parte pequena que carregava um sopro de vida próprio poderia permanecer guardada, esperando um desfecho previamente roteirizado. E foi assim que eu vivi aqueles três meses de frio e sol.
Neste mês de maio, vejo que os outonos passam para dar lugar a invernos e assim por diante, e que as fantasias se esvaziam, dando espaços para outras. Hoje não há pedacinho meu guardado em nenhuma caixa, e talvez seja esse o motivo da saudade: o que ficou guardado não viveu o que o resto de mim viveu, e, só agora, na minha integridade atual, ou remanejamento de espaço, percebo que durante alguns meses tive a chance de ser plenamente feliz e optei por não ser.
Essa música entra aqui a título de registro, ela me lembra aquela época:
Muita coisa se passou nesse último ano. Muita coisa vem passando.
Desde ontem, quando a temperatura esfriou, a saudade chegou e se alojou em mim. Deve ser por causa do tempo. Nos conhemos no final do verão e começamos a namorar no início do outono, fazia frio, fiquei doente, como é de praxe em abril. Quando saí hoje de casa, usando casaco mesmo com o sol lá fora, lembrei do lençol preto que eu não gostava, da manta que o acompanhava há trinta anos, do aroma chiclete do carro que eu sentia no caminho de madrugada para casa, dos passeios nos sábados de sol, dos cafés aromatizados que ele fazia para mim quando acordava, de uma cueca verde gnomo que de tão lastimável me fazia rir. Foi impossível não recordar da sanha por padarias, do muquifo do amor na Augusta, dos flippers da Liberdade. Ontem à noite, no entanto, a imagem da rodoviária gelada às 6 da manhã surgiu, e junto com ela a cena que sempre se repetia: ele parado me esperando, pronto para dizer a célebre frase: "feliz que você está aqui".
Passou. As coisas passam, mesmo que lentamente, mesmo que fracionadamente.
Não tenho vontade de voltar para aquela época, de repensar as diferenças, de rever minhas decisões... não se trata desse tipo de saudade. Tudo foi finalizado da melhor maneira possível e o baile seguiu tocando músicas diferentes. Porém, quase completando dois anos, olho para trás e vejo que fui feliz naqueles meses, não sei se plenamente feliz, mas feliz. Durante todo aquele outono guardei um pequeno pedaço de mim dentro de uma caixa forrada de veludo verde para um dia viver uma fantasia. Esse pedaço fazia falta para ele, mas eu achava que não; como a maior parte de mim era dele, parecia o suficiente. Na minha cabeça aquela parte pequena que carregava um sopro de vida próprio poderia permanecer guardada, esperando um desfecho previamente roteirizado. E foi assim que eu vivi aqueles três meses de frio e sol.
Neste mês de maio, vejo que os outonos passam para dar lugar a invernos e assim por diante, e que as fantasias se esvaziam, dando espaços para outras. Hoje não há pedacinho meu guardado em nenhuma caixa, e talvez seja esse o motivo da saudade: o que ficou guardado não viveu o que o resto de mim viveu, e, só agora, na minha integridade atual, ou remanejamento de espaço, percebo que durante alguns meses tive a chance de ser plenamente feliz e optei por não ser.
Essa música entra aqui a título de registro, ela me lembra aquela época:
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