terça-feira, 6 de outubro de 2009

Pequenas evidências




Quando acho uma coisa dessas, fica claro porque não moro sozinha.

O existencialismo surreal

Ontem, presa no engarrafamento rumo ao hospital, uma fiorino branca pára ao meu lado. A distância tornava possível a leitura: Roto Flash Desentupimento. A fila dela andou, e atrás vejo um adesivo que diz: "Quero morrer igual ao meu avô, dormindo. E não gritando como os passageiros do ônibus que ele dirigia".

Já no hospital, enquanto zelava o sono da paciente, leio um parágrafo do livro da vez:

"Não era o aspecto miserável do sujeito que nos assustava, nem o tumor que tinha no pescoço e que roçava a borda de seu colarinho: mas sentíamos que ele formava em sua cabeça pensamentos de caranguejo ou de lagosta. E o fato de que alguém pudesse formar pensamentos de lagosta a respeito da guarita, de nossos arcos de brinquedo, das moitas de arbustos, nos aterrorizava". A Nausea - Jean Paul Sartre

De lá para cá, ora penso no avô irresponsável, ora reflito nos pensamentos de lagostas e caranguejos. A única coisa que não me sai da cabeça no entanto, é que as lagostas se casam e são fiéis ao seus cônjuges - se é que posso chamar o senhor(a) lagosta de cônjuge . Não resta dúvidas que de todas as informações, esse é o pensamento que mais faz sentido.


domingo, 4 de outubro de 2009

Somente eu

A respeito da solidão que às vezes abraça apertado os dias, e desce a noite sobre o indivíduo dando um beijo nos olhos e sussurrando "você é meu".Tô de saco cheio!

sábado, 3 de outubro de 2009

Nunca olhe para trás


POUR LES MORTELS QUI AIMENT LES INTELLECTUELS



" - Then why do you look sad?

. Because you speak to me with words, and I look at you with feelings.

- It's impossible to have a conversation with you. You never have any ideas, just feelings.

. That's not true. Feelings contain ideas."

Pierrot Le fou - Jean -Luc Godard - Dialogue entre: Anna Karina et Jean Paul Belmondo

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Sensíveis a variações

Essa semana começou com um ataque de mau humor devido ao excesso de pensamentos que não vão levar a lugar algum. Enchi a boca para maldizer aos céus: Maldita hora que me auto complico. Bosta!