sexta-feira, 29 de abril de 2011

Kir royal

Uma homenagem ao dia em que o mundo madrugou para ver um história bonita de obsessão, uma "homenagem"a Lady Di e um modelito, e que modelito (Alexander McQueen deve estar feliz!).


Um beijo para o Príncipe Harry que tá cada dia um ruivo melhor. Eu, Duchess Isabel Lulu Alverga Wyler de Nonnocott of Rio de Janeiro tô aqui, na minha, toda plebeia (adorei esta bobeira: www.eonline.com/uberblog/royals/index.html )



quarta-feira, 27 de abril de 2011

Xô nuvem

Dias de sol são necessários.

terça-feira, 26 de abril de 2011

O meu com duas gibas, por favor

Meu jeito ungulado artiodáctilo de ser,

" As the last straw breaks the laden camel's back, this piece of information crushed the sinking spirits of Mr Dombey. He motioned his child's foster-father to the door, who departed by no means unwillingly: and then turning the key, paced up and down the room in solitary wretchedness. " Dombey and Son - Charles Dickens


Para Julia, que vê Jodorowsky em sinalizações de porta de banheiro para eventos de moda.

domingo, 24 de abril de 2011

Considerações para um mundo melhor

1. Se fosse vendedora de pupunha, minha barraca se chamaria Pressupunha.
2. Tenho requinte e nobreza olfativa para trocar de perfume de acordo com o humor, clima e estação. Todavia, quando mudo de desodorante passo o dia achando que estou com uma axila emprestada.

Tradição

Hoje é dia de Páscoa. É dia das tradições judaico-cristãs.

Para meu avô Rolf Wyler (saudade danada) que amava a tradição, e para meu pai que faz de tudo para mantê-la não só viva, mas em ordem.




Por falar em tradição, sempre me lembro de Romeu e Julieta do Baz Luhrmann. Entre os Montecchios (fanfarra) e o Capuletos (tradição), fico com os Capuletos. Família marianista barra pesada, que tem como representante o personagem mais legal da história: Teobaldo - Príncipe do Gatos




BENVOLIO
Why, what’s Tybalt’s story?

MERCUTIO
More than Prince of Cats. Oh, he’s the courageous captain of compliments. He fights as you sing prick-song, keeps time, distance, and proportion. He rests his minim rests—one, two, and the third in your bosom. The very butcher of a silk button, a duelist, a duelist, a gentleman of the very first house of the first and second cause. Ah, the immortal passado, the punto reverso, the hai!

sábado, 23 de abril de 2011

Saturday night fever

Entrei numa's













A minha favorita




O que muda na mudança,
se tudo em volta é uma dança
no trajeto da esperança, unto ao que nunca se alcança? 


Mudança, Carlos Drummond de Andrade)



quinta-feira, 21 de abril de 2011

Santa naúsea

Vem do nada, sobe esôfago acima, me sufoca, passeia pela garganta e some.
Qualquer coincidência, é mera coincidência.

"O verdadeiro acontece, no entanto, algumas vezes, mas é muito raro. Então é inteiramente espontâneo e isso não pode durar. Desde que isso dure, desde que o tempo passe, então tudo se acha forçosamente modificado, o verdadeiro desaparece e tudo se torna falso" - A naúsea - J.P Sartre.

Como você me faz bem.



Música da semana · Tô apaixonada · Tá no repeat ·  Saio dos franceses para os ingleses (much better) · Lançamento do disco " Go outside" só no mês que vem, com provável capa feita pelo artista americano Robert Longo.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Lua de mel

"Garotos de programa" - My Own Private Idaho - Gus Van Sant (1991)

domingo, 17 de abril de 2011

Le gran finale


Pronto, passou, chega por hoje.

Alguns trabalhos que me indicaram e outros que eu achei recentemente.
Todos lindos e bacanas.

Jeans com Jeans

Já se passaram alguns anos de quando a menina de calça jeans "bag" e jaquetinha se esforçava para ganhar o chaveiro no concurso de melhor dança e corria atrás da bolinha de queijo, a fim de abstrair o que acontecia ao seu redor. A Mikonos fechou, não existe mais concurso de dança, não te dão bolinhas de queijo e o jeans com jeans saiu de moda. Tudo isso mudou, menos a menina.



"Asas do desejo", Wim Wenders

"A vida é assim, é desenhar sem borracha, mano " *

Para Jimmy Jimerino ou Mickey Mickeirano, tanto faz...**

" Há episódios de nossa vida ditados por uma discreta lei que nos escapa".***


- Então você está certa que não foi por ele que você se apaixonou?
- Estou.
- E tanta paixão foi destinada a quem, se não a ele?
- A um personagem.


* Frase do Mano Brown no Twitter, 10 de abril de 2011.
** Nomes tirados do conto Tio Wiggily em Connecticut, J.D Salinger - "Nove estórias".
*** "Doutor Passavento" - Enrique Vila-Matas.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Videokê feelings

"For the very first time" eu ando "fading like a flower". Já percebi que "things will never be the same", por mais que eu queira o contrário e, ao mesmo tempo, por mais que eu saiba que é o mais sensato, "I could never give you up". Posso afirmar que "it hurts" mais do que eu imaginava e fico "spending my time" tentando decifrar os porquês de tudo ter tomado este rumo. Me sinto um ser "vulnerable" às forças do destino, e busco energia para pensar somente em "beautiful things". "It will take a long time", mas logo logo volto a ser quem sempre fui, com novos sonhos, novos amores e achando que "I wish I could fly". Direto do "the centre of my heart", espero que um dia você pare e "listen to your heart". Provavelmente ele lembrará de mim, essa pessoa que foi "half a woman, half a shadow".
"Goodbye to you"
Antes de ir, "I want you to know" que "you turn me on" como ninguém.


Roxette você é DEMAIS.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Eu não me sinto bem

South Park- Episode 106:


Grampa: Come here Billy, I want to show you something
Stan: Ahh, do I have to?
Grampa: Yes you do, you little pecker! I realized that the reason you won't kill me [Stan jumps off and follows Grampa towards his room] is because you don't understand how I feel, Billy, but now I found a way to show you what it feels like to be a grampa. [both enter, Grampa shuts the door]
Stan: Hey, what are you doing?! [Grampa loads a cassette into a tape player.]
Kyle: [oustide the room with Kenny and Cartman] What are they doing in there?
Cartman: I don't know.
Grampa: Now, you're about to see what it's like to be as old as me. Are you ready Billy?
Stan: Uh, I guess. [Grampa starts the tape, which plays a bit of Muzak that evokes Enya's 'Orinoco Flow (Sail Away)'] Okay, you, you can let me out now.
Grampa: Not just yet. [turns up the volume]
Stan: Let me out grampa! [tries to open the door] I can't take it anymore, this music is terrible, it's, it's cheesy, but lame and eerily soothing at the same time. ['Gonna fly, gonna fly, gonna fly. Gonna fly, gonna fly, gonna fly. ']
Grampa: That's it, now you know what it feels like to be grampa. [Stan falls out of the room, looking very haggard. 'Gonna fly, gonna fly, gonna fly' Grampa turns off the radio and follows.]
Stan: Eh, grampa, I had no idea how bad it was for you. Now I understand.
Grampa: So now will you kill me Billy?
Stan: Sure I will grampa, I will.



* Humor, sarcasmo e hormônios à parte, meu lado hippie-brumas de Avalon-new age adora Enya.

terça-feira, 12 de abril de 2011

DDA feminino

Para as minhas amigas, em especial Beta e Mari.   

"... a moça do 507 teve de esperar do meio-dia até quase às duas e meia para completar sua ligação. Mas ela tratou de aproveitar bem o tempo. Leu um artigo numa revista feminina, intitulado " o sexo é divertido... ou um inferno". Lavou o pente e a escova. Tirou um botão da blusa que comprara nas lojas Saks. Arrancou dois cabelinhos que haviam acabado de aflorar numa verruga. Quando a telefonista afinal ligou para seu quarto, estava sentada no sofá ao lado da janela e tinha quase terminado de pintar as unhas da mão esquerda.
    Era uma dessas moças que não se afobam nem um pouquinho porque o telefone está tocando. Dava a impressão de que seu telefone estava chamando desde o dia em que atingira a puberdade.
    Com o pincelzinho de esmalte - enquanto o telefone tovaca - retocou a unha do dedo mínimo, acentuando a meia-lua. Feito isso, tampou o vidro de esmalte e, levantando-se, ficou abanando a mão esquerda para fazer o esmalte secar mais depressa. Com a outra mão apanhou de cima do sofá um cinzeiro cheio até a borda e o levou até a mesinha de cabeceira, onde estava o telefone. Sentou numa das camas-gêmeas, que a essa hora já estavam arrumadas, e - era a quinta ou sexta vez que o telefone tocava - levantou o fone do gancho". - Um dia especial para os peixes-banana - J.D Salinger - Nove estórias.

                                                                      Foto de: Buamai

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Practically Perfect

Foi através desta carta que Mary Poppins (♥) veio trabalhar na família Banks:

Wanted a nanny for two adorable children

If you want this choice position

Have a cheery disposition

Rosy cheeks, no warts!

Play games, all sort

You must be kind, you must be witty

Very sweet and fairly pretty

Take us on outings, give us treats

Sing songs, bring sweets

Never be cross or cruel

Never give us castor oil or gruel

Love us as a son and daughter

And never smell of barley water

If you won't scold and dominate us

We will never give you cause to hate us

We won't hide your spectacles

So you can't see

Put toads in your bed

Or pepper in your tea

Hurry, Nanny!

Many thanks

Sincerely,

Jane and Michael Banks.

Se eu fosse escrever uma carta para jogar na lareira ela teria somente 4 tópicos:

- Que seja divertido e me faça rir
- Que não seja covarde diante da dificuldade, ou que pelo menos honre o que possui entre as pernas.
- Que se sinta verdadeiramente feliz ao meu lado
- Que me ache IMPERDÍVEL

Se for ouvida, prometo ser praticamente perfeita. 
Totalmente perfeita perde a graça.

     Foto de : @ papartissue

domingo, 10 de abril de 2011

A edificante saga de um frango

Nada neste vida é impossível. Nada. Procurando informações sobre decapitação, me emociono neste domingo com a história de luta pela vida de Mike, o frango. Deixo aqui registrado vida e obra deste bravo frangotinho tirado diretamente do Wikipedia:

"Mike (abril de 1945 - março de 1947) foi um frango que viveu por dezoito meses após ser decapitado.Por suspeitas de ser apenas um boato, seu proprietário solicitou que a Universidade de Utah, na cidade de Salt Lake, o examinasse, confirmando sua autenticidade.

Em 10 de setembro de 1945, o fazendeiro Lloyd Olsen, de Fruita, Colorado, recebeu sua sogra para o jantar, e foi procurar um frango para sua esposa preparar. Olsen não decapitou completamente a ave, de cinco meses e meio, que veio a chamar de Mike.
Não completamente certo sobre o que fazer com a sua cabeça, Olsen na primeira noite após a decapitação, deixou que Mike dormisse com ela sob sua asa; diante do fato, Olsen resolveu suspender aquele jantar.
Apesar do trabalho mal feito por Olsen, Mike, agora sem cabeça, podia ainda se balançar em uma vara e andar desajeitadamente. Como a ave não morreu, Olsen decidiu continuar a cuidar dela, alimentando-a com uma mistura de leite e água usando um conta gotas, foi alimentado também com pequenos grãos de milho. Infelizmente, ocasionalmente Mike ficava afogado em seu próprio muco, que a família Olsen removia usando uma seringa.
Quando se acostumou com seu novo e incomum centro de massa, Mike podia facilmente alcançar os poleiros mais elevados sem cair. Seu cantar, entretanto, consistia em um som gorgolejante feito em sua garganta.
O fato de não ter cabeça não impediu Mike de ganhar peso; quando perdeu sua cabeça, tinha pouco mais de um quilogramas de peso, e quando morreu, já pesava três quilogramas.
Uma vez que sua fama tinha sido estabelecida, Mike começou uma série de excursões e shows na companhia de outras criaturas como uma vitela de duas cabeças. Foi também fotografado para vários jornais e revistas.
Como era de se esperar, Olsen foi criticado pelos, então equivalentes a ativistas dos direitos dos animais, que diziam que deveria ser terminado o trabalho que tinha começado.
Mike estava em exposição ao público por um custo de vinte e cinco centavos de dólar, e no auge de sua popularidade chegou a ganhar $4.500 por mês. Uma cabeça cortada era também exposta com Mike, mas esta não era a cabeça original (que um gato tinha comido). Mike mais tarde foi examinado por membros de diversas sociedades humanitárias e foi declarado não estar sofrendo.
Em março de 1947, em um hotel em Phoenix, quando voltava para casa de uma excursão, Mike começou a sufocar a meio da noite. Olsen tinha deixado as seringas de alimentação e de limpeza no local do show do dia anterior, sendo incapaz de salvar Mike. Lloyd Olsen alegou que tinha vendido a ave, tendo por resultado em histórias de que Mike andava ainda em exposição pelo país em 1949.
Os exames feitos após a sua morte, deixaram claro que a lâmina do machado tinha errado a veia jugular e um coágulo tinha impedido que Mike sangrasse até a morte. Embora a maior parte de sua cabeça estivesse num frasco, o tronco cerebral e um ouvido ficaram no seu corpo. Como a maioria das ações e dos reflexos de uma galinha são controladas pelo tronco cerebral, Mike podia permanecer bastante saudável.
Muitas tentativas de reproduzir o fenómeno foram feitas, mas as aves não conseguiam viver mais que 11 horas após a decapitação.
Desde 1999, no terceiro fim-de-semana de maio, em Fruita, Colorado, ocorre o festival Mike the Headless Chicken Day, no evento ocorre as atividades de uma corrida de 5 kilômetro denominada "5K Run Like a Headless Chicken Race", corrida com ovo (egg toss), "Pin the Head on the Chicken", o frango sem voz ("Chicken Cluck-Off"), um bingo ("Chicken Bingo"), e uma espécie de roleta."
Há também uma canção da banda Radioactive Chickenheads sobre o frango (em uma versão acústica que é muito boa, tô aqui me sacolejando)
Para saber mais dessa história fantástica: http://www.miketheheadlesschicken.org/story.php



sábado, 9 de abril de 2011

The national

Foi no dia 20 de março de 2010 que ouvi pela primeira vez The National, mais especificamente a música Apartment Story e, obviamente, chorei. Pode ser cafoninha, pode ser meloso e sem muita qualidade, mas não adianta, é uma das bandas que mais me emociona atualmente.
Ontem no show, que foi lindo, divaguei em tantos pensamentos e imagens bonitas criadas por mim, desejei tanta coisa durante cada música, que só deu tempo para reparar no molhadinho no canto de olho quando tocou "Fake Empire" (espécie de Wakizashi). Como disse a amiga que foi comigo: "Estamos indo fazer ao vivo o que a gente já faz na frente do espelho" (ser mulher é mesmo magnífico).

Coincidentemente ontem, descobri que o vídeo do tal dia em que conheci a banda, que não foi um dia qualquer, e sim um dos dias mais felizes que já vivi, estava circulando na internet, inclusive com a cena do choro. 20 de março de 2010, casamento da Ju e do Rapha, a grande maioria dos meus amigos em um mesmo lugar, uma tarde e noite das mais lindas e agradáveis. Também conhecido por todos que foram como o casamento do amor. Por que sim, ainda acreditamos em histórias com final feliz, por mais difíceis e surreais que às vezes elas pareçam - all things are well.

 "I carry your heart with me
(I carry it in my heart)
Iam never without it
(anywhere i go you go, my dear; and whatever is done by only me is your doing, my darling)
I fear no fate
(for you are my fate, my sweet)
I want no world
(for beautiful you are my world, my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you
here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life; which grows
higher than soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart

I carry your heart (I carry it in my heart)" - E.E Cummings







sexta-feira, 8 de abril de 2011

Deu a louca na progesterona

         Esta semana fui em um lançamento numa livraria megastore. Como venho adoentada, aquele sopro de vida dentro de um shopping  me deixou mais animadinha. Por ser um tanto dispersiva, dez minutos depois já estava um pouco entediada e fui passear dentro da loja para ver as novidades. Foi quando achei a bancada de revistas. Ali, parada, passei por revistas de design, outras de moda, até que cheguei na parte de saúde. Fazia tempo que não gastava dinheiro com essas revistas, e por um momento achei que se levasse para casa uma de cada, o projeto Gostosa para o Armageddon  - Verão 2012 - ia decolar. Assim, optei por uma Women Health que dizia que minha barriga ia ficar chapada,  ia me ensinar truques para uma maquiagem sexy e me dava um miniguia para um sexo explosivo. Achei, porém, que faltava mais subsídios para embasar meu projeto delícia, então peguei uma revista chamada Shape, onde Luiza Brunet levou tanto photoshop que sumiram com o umbigo dela- achei fino. Na capa, a chamada principal era: "Do manequim 44 ao 38 com a dieta da banana" . Além, é claro, da reincidente promessa de barriga chapada e um teste sobre tendência para engordar. Arrematei as compras com a minha querida e saudosa revista Nova, estampando minha atual musa Debora Secco dentro de um modelito meio valquíria. O lançamento acabou, e fui embora fungando, mas já me sentindo bem mais magra.
       Cheguei em casa, peguei tudo que tinha comprado e comecei a ler para bolar um plano de atuação eficaz. A primeira coisa que fiz foi o teste de tendência ou não a engordar, que larguei depois da segunda pergunta que falava em sobrepeso e abalizava minhas escolhas com a palavra obesidade. Pera lá! existe um mundo adiposo entre uma coisa e outra. Aprendi como me maquiar de forma fatal, percebi que a única maneira de deixar a minha barriga chapada era colocar um baseado no umbigo, e vi que a dieta da banana era uma falácia completa, assim como o guia de sexo que era tão explosivo quanto estalinho de festa junina. Diante do fracasso iminente do sonho da barriga tanquinho, decidi ler a última revista que faltava, e que sempre me presenteia com muito humor com seus manuais do sexo lacrado, velado, obscuro ou qualquer coisa semelhante. Fazia muito tempo que não lia uma Nova.  Essa revista geralmente tem papel crucial na vida de uma pós adolescente quando largamos a Capricho e vamos conhecer o que o mundo adulto nos espera. Pois bem, pulei a dieta, pulei as dicas de maquiagem, pulei o editorial de moda e fui logo para a matéria: "As 99 melhores ideias de sexo de todos os tempos!". O tempo passa e a Nova não cessa de me surpreender. Poucas coisas são tão divertidas quanto esta revista, a publicação da mulher tarada-muito-louca- contemporânea. As 99 ideias eram divididas em 5 seções. "Para provocar, para surpreender, para você delirar, para fazê-lo delirar e para delirarem juntos".  Fico pensando quem inventa isso, e quem coloca em prática todos esses ensinamentos. Na verdade, muito me intriga o que acham os ficantes, namorados, noivos e maridos destas mulheres de comportamento tão inusitado. Compartilho aqui os momentos de maior criatividade e despudor:


Dica 1: Quando estiverem no elevador lotado de gente, deslize as mãos pela calça dele. Segure o conteúdo com vontade, fazendo-se de desententida - Já começa bom pela escolha da palavra conteúdo, ou melhor O conteúdo. Tudo bem que existe o fetiche sacaninha de fazer coisas em público e quem sabe ser pego, mas pensa em um elevador cheio. Isso remete automaticamente a trabalho, pois bem, está você e seu gato e você do nada vai lá e tchum. Nessas horas me acho um ET porque meu maior medo seria pegar o conteúdo do advogado ou do office boy. Depois para explicar que não era o dono daquele conteúdo que você queria segurar, seria um problema.


Dica 2: Vá ao cinema usando uma calcinha vibratória. No meio do filme passe o controle para ele -  Quem não sabe que todo mundo tem uma calcinha vibratória na gaveta com controle remoto para usar volta e meia? Você marca um cinema inocente, algo como ver a animação Rio e sua mulher sai louca para fazer o" massacre da calcinha elétrica". Juro que se me sentasse atrás desse casal e a moça começasse a se contorcer e a gemer ia chamar o lanterninha para acudi-la.


Dica 3: Convide o lindo para comer a sobremesa na sua casa depois do jantar. Deite-se nua e cubra seu corpo com pedacinhos de chocolate ou qualquer coisa gostosa que ele possa pegar com a boca - Você leva a moça elegante para um jantar, ela convida para ir na casa dela, legal.  O que antes seria aquela tensão inicial de "entendi o recado  corretamente?" se torna uma situação constrangedora quando ela entra no quarto, abre a gaveta do criado mudo, pega um sonho de valsa e esfarela no corpo. A cena por si só já é de níveis altíssimos de insanidade, toda  suja de chocolate e recheio de castanha de caju ela te chama te querendo. Juro que se fosse comigo eu ia sentar e perguntar o que tá acontecendo, se tinha bebido demais, ia limpar e dizer: Faz mais isso não, tá?


Dica 4: Prepare um manual completo do seu corpo. Escreva em um papel o que você quer quer ele faça com cada parte . " Esqueça" o guia dentro do bolso do rapaz - Essa dica é até bacaninha, tirando o fato dela ser uma desocupada completa e ele ser um cara super atento. Se colocassem algo no meu bolso, ou ia para máquina de lavar, ou ia abrir e dizer: Eu hein, como veio parar aqui - ploft- lixo.


Dica 5: Durante a transa, comece a narrar no ouvido dele como seria se houvesse uma terceira pessoa na cama com vocês - Tá lá você e seu homem se divertindo, e um dos dois começa a falar de uma terceira pessoa.  A não ser que você esteja transando com o Chico Xavier,  qualquer pessoa com o mínimo de sangue nas veias manda parar tudo e começa a sabatina: Quem é? de onde você conhece? porque você está pensando nela(e) agora? são as perguntas, no mínimo, mais pertinentes. Ménage é bacana, mas é acordo firmado, se não minutos antes de acontecer, pelo menos com uma certa antecedência. Eu hein, que papo brabo. 


Não sei se vou ficar com o corpo musa do verão esquelética, também não sei se vou adotar qualquer das dicas da revista Nova. Por via das dúvidas, no próximo lançamento eu compro uma Cult, uma Piauí e uma Superinteressante para equilibrar os altos níveis de progesterona.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

O novo botox

           Ou eu me acho realmente uma coisa precária e pestilenta, ou tem muita gente que faz  do óleo de peroba, elixir da empresa King, máscara de tratamento noturno. No atual universo díspare da autoestima, acredito só existir essas duas modalidades. No que concerne o mundo da internet, cada vez mais é comum que as pessoas e instituições escrevam qualquer coisa, sem o menor pudor de soarem um tanto patéticas. Acabo de ler umas das coisas mais vaidosas e egocêntricas dos últimos tempos, e pior, com o aval da grande maioria dos leitores dizendo que é engraçado e uau! Céus! Não se faz mais cultura neste país sem colocar uma melancia no pescoço? Se  o fato de ser minimamente intelectual (porque os de verdade são poucos e nunca aparecem) justifica vomitar nomes, referências, citações e acreditar realmente que se tem um parafuso a mais, então desculpa, está tudo muito errado e segregado.
          Valorizo qualquer iniciativa pró cultura em um país onde ainda temos 16 milhões de analfabetos, e mesmo os que foram alfabetizados não lêem, não vão ao teatro, não vão ao cinema, nunca foram a um museu. Valorizo, principalmente, porque quando é dada a oportunidade de conhecimento a alegria é visível, quiçá palpável, como se pode ver em uma tarde dentro da Bienal do Livro ou numa exposição como a do Escher, recentemente no CCBB (talvez soe discurso de esquerda festiva, mas é de fato bonito). Quando estava na 6ª série de um colégio piagetiano de elite, um professor de história repetia para nós, à exaustão, a máxima: "A única coisa que nenhum homem nos tira é a nossa cultura, essa a gente leva para o caixão". Eu acredito, e concordo muito com essas palavras, que assim como me tocaram, devem ter tocado muitos outros colegas. Porém, creio, também, sinceramente, que ninguém é melhor do que ninguém porque leu Finnegans Wake no original, papel puído e com manchas de leite da mamadeira de Lucia Joyce, ou porque sabe escrever todos os títulos dos filmes do Tarkovsky em cirílico. Se a cultura em nosso país se tornou, descaradamente, um sistema oligárquico e de diferenciação social, então não vejo muita distinção entre os novos cultos e os novos ricos, elite essa não muito pensante, que pendura diamantes no pescoço e passeia na Dias Ferreira em seus carrões: desses, pelo menos, já sabemos o que esperar. 
         Em contrapartida a esse cenário semi-provinciano que se monta, apoiemos os que perguntam "curte poesia ?", os que dançam cavalo marinho, os que ficam felizes por pedirem na festa de amigo oculto da empresa um dos livros da saga "Crepúsculo". Porque esses, coitados, no atual sistema de castas são dalits. A cultura pode até ser um diferencial, mas juro que ainda acho a elegância e a humildade qualidades mais importantes.



Despossuída de mídias sociais, só me resta desabafar aqui. Amanhã já estaremos com nossa programação normal.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Bom dia coragem

"E concluo: a gente segue a direção
Q
ue o nosso próprio coração mandar"


terça-feira, 5 de abril de 2011

Sabor cereja

Momento pensamento positivo com a bala Halls.

 Em sua nova embalagem é possível ler: Respira fundo e vai!

Autoajuda refrescante.

Achei bem lyptus.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Raízes

Não me lembro como chegamos a este assunto. Estava eu, ali, sentada, como tem sido costume nas minhas quintas à tarde, quando começamos a conversar sobre distâncias - das físicas às mentais. Por um momento me desliguei de tudo que estava acontecendo, me transportei para vários lugares, vivi mil histórias durante alguns segundos, e só saí do meu transe privado, quando ouvi: “Este papo todo não vai chegar à lugar algum, você nunca vai sair daqui!”.  Na verdade não saí do transe, eu despenquei dentro de uma sentença que gerou, rapidamente, raiva, vontade de chorar e, até mesmo, um impulso afirmativo. Com um galo na cabeça, e os olhos fixos na almofada de brocado, consegui balbuciar: “Se fossemos presos ao lugar em que nascemos, teríamos raízes como as árvores”. Um par de sobrancelhas se arquearam de forma inquisitiva, e eu para quebrar o clima cantei: “As árvores são fáceis de achar / Ficam plantadas no chão”. A nuvem pesada se dissipou sobre nós, até porque essa música é uma delícia, e eu pude esclarecer a metáfora.
Nascemos em um lugar que não escolhemos, e nos acostumamos a ele, chegando até a amá-lo. Todavia, desde que o mundo é mundo, os ciganos são ciganos, e o povo escolhido é o povo escolhido, temos a capacidade nômade de nos adaptarmos a outros espaços. O que difere os tempos atuais dos  primórdios de nossos antepassados são os motivos que nos fazem levantar acampamento. E é justamente ai que reside a minha indignação com a sentença professada. Acredito e aceito a mudança, mas acredito ainda mais na razão para se mudar. Se ainda não houve um adeus de mala e cuia à Cidade Maravilhosa é porque  não foi apresentado nada razoável o suficiente para que, tal uma Carlota Joaquina, eu sacuda meus – muitos - sapatinhos sobre a Guanabara. O dia em que, porventura, sinta que a oportunidade que me espera, seja ela de que ordem for, é real e forte o suficiente para largar a cidade que me faz sentir em casa, serei a primeira a marcar o meu próprio transplante. Afinal, não tenho raízes, pelo menos não grandes, e para onde quer que eu vá, quem sabe encontre uma boa razão para semear.



* Para a filha da Rosário, que foi corajosa em deixar sua mãe (que já faz tempo passa por um tratamento hardcore), para ir ao encontro do seu namorado de muitos anos, em Portugal.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Convenção das bruxas

Que Roald Dahl (o site dele é uma graça) é o Andersen contemporâneo, isso ninguém tem dúvida. Suas histórias infantis, de infantis têm muito pouco, vide o clássico "A fantástica fábrica de chocolate", onde as crianças morrem ao final. Apesar de ser um épico, não é ele, mas "Convenção das Bruxas", inspirado em outra obra sua, o filme de maior impacto na minha infância. Nunca tive medo das bruxas, muito menos da Anjelica Huston, que está mais bela do que nunca, e que três anos depois, definitivamente, se consagraria como musa, pelo menos para mim, em "A família Addams". O que me aterrorizava naquela história tão inglesa, era Erica, a menina que fica presa dentro do quadro. Lembro-me de sempre pular essa parte do filme, para chegar logo às bruxas. Aquela menininha presa, morrendo aos poucos, e pedindo socorro, era de crueldade e morbidez atrozes. Até hoje tenho problemas com certos quadros, e acho que este medo se deve a essa história.
Passados 28 anos do lançamento do livro, percebo que existem muitas Ericas e, até mesmo, Ericos por aí, trancados dentro de quadros, por virtuais feitiços, pedindo para ganhar a luz do dia. A diferença da história para a realidade é, que nos tempos atuais, a tela que aprisiona é de LCD. 


E um pouco da beleza exuberante de Anjelica: