terça-feira, 25 de janeiro de 2011

domingo, 23 de janeiro de 2011

Dois passinhos para frente

Muito foi dito, muito foi pensado, muito foi falado. Muito.
Muito foi sofrido, muito foi engraçado, muito foi chorado. Muito
Muito foi inesquecível, muito foi aproveitado, muito foi desperdiçado. Muito
Muito me enlouquece, muito me engradece, muito me comove. Muito
Muito é arrebatador, muito é tentador, muito é aliviador. Muito

Muito eu vivi. Muito eu vivo. Muito eu viverei.

Preciso me acostumar com o aumentativo da vida, ela nunca foi pouco e nunca será - inho.

domingo, 16 de janeiro de 2011

sábado, 15 de janeiro de 2011

Quando a casa cai

No linguajar paulistanês não é raro escutar que a casa caiu. Existem as variações "meu, casa caiu"e "casa caiu, mano". Dando uma pesquisada na internet, a fim de esclarecer o significado de expressão tão bela, chego a uma boa definição dada por Augusto, oriundo obviamente de São Paulo, no dicionário Informal: "Quando algo sai errado ou está fora de controle". Para nós cariocas, "casa caiu" pode ser facilmente substituido pelo verbo polissemântico "foder". Porém, dizer que está fodido não é tão rico imageticamente quanto dizer que "casa caiu". Para misturar o Brasil com Egito, direi então: "casa caiu, broder". E caiu mesmo.
Todo este prelúdio sócio-gramatical foi para anunciar ao quatros ventos que a "casa caiu", que "maison a tombée", que "house fell" e assim por diante. Agora estou aqui, sentadinha em cima dos destroços sem saber por onde começar, lixando minhas unhas e escrevendo neste blog, porque sim, sou DDA. Quando o cupim come seu quarto e você tem que parar, encaixotar e jogar muita coisa fora. Quando você resolve sair do emprego porque estava infeliz profissionalmente, apesar de ser respeitada e de gostarem muito do seu trabalho, e de consequentemente ganhar bem. Quando seu namoro termina. Quando você decide tentar esquecer histórias que não vão a lugar nenhum. Só é possível concluir que tudo caiu. O choque ainda está aqui, tem dias que choro um bocado e penso que tudo de uma vez é pesado demais. Por outro lado, acredito que esse seja um momento de mudança, e que não é todo dia que a casa cai. Vou parar de lixar as unhas, e tal qual uma porquinha (a casa cai e a gente come) prática da história dos Três Porquinhos, vou montar uma mansão da Barbie para mim, com direito a:  mordomo, banheira de hidromassagem, sala de leitura e lavabo com toalhinhas e mini sabonetes. Agora só tenho que acreditar nisso tudo e passar na loja de construção. Casa caiu, mas vai ficar tudo sussa. Ou trank.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Mudando os ares

Para seguir em frente.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Simplicidade de ser

Arte de Amar 

Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus — ou fora do mundo.
As almas são incomunicáveis.
Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.
Porque os corpos se entendem, mas as almas não. 

- Manoel Bandeira -

Imagem: @ paperowls


  

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Debaixo para cima

Gosto dessa hipérbole: Me rasgar inteira. Fico imaginando uma pessoa com uma tesoura, ou com a mão mesmo, tirando grandes pedaços de si própria, como no clipe do Robbie Williams (http://www.youtube.com/watch?v=TGelsMOIJZY ). Se as pessoas pudessem se rasgar inteiras, acredito que os indíces de suicídio diminuiriam. Se rasgar, pelo menos para mim, não envolve morte nem dor,  nem autoflagelação. É só, puro e simples, se rasgar. Nos últimos dias, se houvesse a oportunidade de me rasgar inteira, acho que começaria pela fenda que nós mulheres possuímos e puxaria para cima. Isso! acho que me rasgaria em dois. Não me vejo em vários pedaços, somente lado direito (razão) e lado esquerdo (emoção). Uma vez rasgando meu meridiano, ficariam as duas partes imóveis uma do lado da outra, porém separadas só um pouquinho. Não haveria sangue, mas acho que o lado esquerdo ficaria estrebuchando um pouco até se acalmar. O direito tentaria aos poucos fazer contato com o esquerdo rebelde, e no final eles até se uniriam, mas não seria um processo rápido, pelo contrário, seria um processo longo. Uma vez colada, eu seguiria adiante e faria tudo na vida de novo! Plantaria e colheria coisas belas e sujas, mas sabendo que o ritual de purificação, autoconhecimento e redenção seria possível. De tempos em tempos eu me rasgaria para que, desta forma, eu me encontrasse cada vez mais.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Pois é assim

Então eu decidi resolver tudo que estava pendente, olhei para dentro de mim e achei uma caixinha aonde tinha um pouco de compreensão; de posse dela renovei meus votos de: eu acredito. No final das contas, não adiantou de muito, o fim era iminente e assim foi.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Inspira e expira

Respirando bem fundo, enchendo o pulmão de ar novo e soltando bem devagar -
conta 1, 2, 3.
Respirando bem fundo, enchendo a cabeça de sonhos e soltando bem devagar
- conta 1, 2, 3.
Respirando bem fundo, enchendo o coração de amor e soltando bem devagar - conta 1, 2, 3.
Respirando bem fundo, enchendo a imaginação de coisas boas e soltando bem devagar - conta 1, 2, 3.  Respirando bem fundo, enchendo o corpo de energia para realizar o que deseja e soltando bem devagar - conta 1, 2 ,3.
Respirando bem fundo, enchendo de ar puro o que antes era ocupado com coisas velhas e soltando bem devagar - conta 1, 2, 3.

Conta 1, 2, 3 e vamos para o novo ano que se inicia de braços abertos.