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domingo, 11 de janeiro de 2009

Só Yann Tiersen salva


Adoro Amélie Poulain! Acho um filme lindo, com cores lindas e tudo que tem Yann Tiersen no meio, já é um pulo para eu gostar muito. Estou aqui na minha solidão, lendo sobre romance, devaneios e sonhos. Ou seja, estou lendo quase um livro de autoajuda para mim, mas infelizmente é para meu TCC. E estou pensando a respeito de mim, mim, mim!!!!! Blog é bom por que você pode só falar de você, repetir sobre os mesmos temas que ninguém reclama, ainda mais blog vazio. Pois então, antes de entrar no mais do mesmo, de como sou sozinha, de como levo uma vida de alcóolatra e de como eu estou superando tudo e todos... hoje minha amiga foi embora, e sinto um aperto enorme no coração. Já é a terceira vez que ela vai, e sempre parece que é a primeira, olho para ela e suplico baixinho: vai não, fica aqui por favor! Ela me traz uma calma que poucas pessoas conseguem, e mesmo que às vezes a gente não tenha tempo de se ver, de conversar, só de saber que ela está aqui já me dá uma alegria que acho que nem ela sabe. Sinto muita falta. Sou calejada em relação a despedidas, mas a dela, sem dúvida, é uma das mais sofridas, dói fininho e tem jeitinho de mentira.

Amanhã é segunda-feira e sei que aquele escritório me espera. Sei também que na hora do almoço vou passear por Copacabana e ver a vitrine da loja de bebibas com garrafas bonitas, e comprar uma bala, e voltar. Esses passeios na hora do almoço são o que me mata. Ver aquele monte de gente passando, cada um se esbarrando no outro, e toda nossa insignificância aparente, me deixa perturbada demais. Conto nos dedos os significantes e pelo menos três não estão aqui.

http://br.youtube.com/watch?v=dtY0Xzcd8VQ

Para ouvir e se emocionar!

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Balanço vai e vem



2008

Não posso dizer que esse ano foi ruim, mas ele foi além do limites da palavra curioso. Geralmente, quando o ano termina, as pessoas olham e dizem: Este ano passou rápido demais! Este ano não passou rápido para mim. Para não ser totalmente do contra, novembro voou. Vou recapitular alguns momentos interessantes. Abri o ano com um momento Guerra nas Estrelas, arrumei confusão na boate. Na verdade não arrumei, arrumaram e eu fui tentar consertar, e ganhei uns arranhões, quebrei uma garrafa, mas no fim acho que o saldo dos sopapos foi até positivo. Passado o momento da euforia pitbull, entrei em uma tristeza profunda, e tal como o Luke Skywalker me senti indo para o dark side of the force. Deixei de achar essas baboseiras, e meu sabre de luz continua verdinho.
Após o incidente da boate, veio a alegria da foliã. Achei que esse carnaval eu ia pirar o cabeção, ia para os blocos, esmigalhar corações e bocas. Comprei fantasia, serpentina, purpurina e tudo mais... saí em um bloco, e cheguei à conclusão que essa não era a minha, passei o resto do carnaval comendo feijoada com os amigos. É válido ressaltar que até o presente momento gostava de um rapaz que não estava nem aí para mim, e que arranjou uma namorada pouco ortodoxa. Minha única relação com ele era um joguinho na internet, que não queria dizer muita coisa, mas eu achava que podia decifrar os desejos mais obscuros através de uns socos cibernéticos. Meu romance por ele acabou no dia que o encontrei e eu tinha nas mãos um saquito de cocô de cachorro. Não há romance que sobreviva a tal imagem.
Por falar em saquito de cocô, minha cachorra teve que operar e esta parte foi bem chata. Mas ela ficou bem e eu entrei para pós Graduação o que me fez bem feliz, porque precisava preencher meus dias e ir para Barra preenche a paciência de qualquer humano. Minha rotina nessa época era bem agradável: acordava, ia para o francês, tomava café na Puc, ia malhar, ficava em casa mondrongando no computador e ia para pós. Estava tudo muito bom e muito bem até que resolvi que todos os meus problemas existiam por que eu não tinha um emprego, e que o Brasil só iria para frente se Isabelzinha estivesse com sua carteirita assinada. Neste momento conturbado, Eros apontou sua lança e me fez gostar de quem não gosta de mim. Agora vejo que este ano foi da internet. Comecei uma troca incessante de e-mails, e por um momento achei que tinha encontrado o " the one", mas o "the one" tinha "another one", e todo esse amor se cristalizou. No entanto, parei na do sujeito e tive durante 10 meses desse ano vontade de cantar: Não dá para esconder o que eu sinto por você arará! As coisas não sairam do jeito que eu queria, mas a situação mudou e agora estamos em uma hierarquia gostosinha, gostosinha.
Este ano, fui a FLIP e descobri que lá é legal, fui a bons shows e fiz boas amizades. Tirei carteira de trabalho, abri previdência privada e fiz seguro de vida, ou seja, o sistema me consumiu e eu sorri para ele. Além disso, arranjei um emprego legal, onde saio feliz por estar empregada e por trabalhar com as pessoas com quem trabalho, mas profundamente infeliz culturalmente. Ok, não se pode querer tudo, é meu primeiro emprego sério e não da para cantar de galo. Tive oportunidades de encontrar amigos antigos, resolver algumas questões na minha cabeça e estreitar alguns laços de amizade. Este ano foi o ano do desabafo, do conselho amoroso e do Sonic Youth. Como eu ouvi essa banda, e como cada música me fazia me sentir viva e expressava exatamente aquilo que eu estava sentindo.
Tive um susto no fim do ano, que me mostrou que a vida é muito sutil e rápida. Na verdade tive uma prova disso em Setembro, quando meu avô foi pilotar literalmente no céu, Rolfito se foi e a saudade dilacera. Mas de todo susto sai uma lição, e por mais que eu odeie muita vezes passar por essa lições de vida, não me canso de aprender. E que 2009 venha, cheia de energias boas, novos sonhos, novos amores, novos cursos e que aos poucos a calma chegue ano após ano, trazendo a sensação boa de estar fazendo a coisa certa.

Agradeço este 2008 a algumas pessoas que ocuparam lugar de destaque : Vivian, Inácio, Zezé, Nessie, Bert, Helô, Cris, Rafael, Karina, Pedro A., Beta, Bernardo, Pedro Ariel, Andrea, Viviany, Luisa, Gabriela, Antonio, Flavia, Maria, Clara M., Clarisse, Júlia, Patricia, Felipe A., Cla, Daniela, Felipe, Guilherme F., Daniel, Guilherme, Clara, Lucas, Eugenia, Lucas T.,Mari, Pedro S, João e Rolf.

" Chega um dia em que o dia se termina
antes que a noite caia inteiramente.
Chega um dia em que a mão, já no caminho,
de repente se esquece do seu gesto.
Chega um dia em que a lenha já não chega
para acender o fogo da lareira.
Chega um dia em que o amor, que era infinito,
de repente se acaba, de repente.

Força é saber amar doce e constantes
com o encanto de rosa alta na haste,
para que o amor ferido não se acabe
na eternidade amarga de um instante".

- A APRENDIZAGEM AMARGA- Thiago de Mello