« Le beau est toujours bizarre. Je ne veux pas dire qu'il soit volontairement, froidement bizarre, car dans ce cas il serait un monstre sorti des rails de la vie. Je dis qu'il contient toujours un peu de bizarrerie, de bizarrerie non voulue, inconsciente, et que c'est cette bizarrerie qui le fait être particulièrement le Beau. » (Charles Baudelaire)
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Pet cemetery
Será meu coração uma cova rasa? Começo a achar que não enterro bem meus mortos, e que em dias de chuva consigo ver mãos e pés por ai. Antigamente era uma excelente coveira. Uma sujeita prestimosa nos serviços fúnebres do coração. Aqueles que morriam, se não ganhavam grandes jazigos, pelo menos uma gavetinha charmosa conseguiam comigo. Porém, de uns tempos para cá, a situação se configurou de forma diferente, e eu comecei a dizer somente: ah, faz parte da vida - e a colocar meus amores na primeira vala que encontrava, a fim de me livrar da dor e tormento momentâneos. Criei o mote que dor de amor todo mundo passa, e sempre passa. Infelizmente não é assim. Ando com um carroça recolhendo destroços daqueles que amei, porque simplesmente eles me assombram demais. Preciso providenciar uma exumação dos meus antigos amores, e colocá-los dentro de uma caixinha, nem que enterre todo juntos, de forma harmoniosa, e enfeite com flores durante um tempo. Se não fizer o rito completo não vou conseguir dar um passo a frente.O peso de carregá-los comigo está cada vez maior.
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2 comentários:
crema logo esse povo!
beijos!
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