Tô aqui pensando no que aconteceu de 3 de maio até hoje, dia 30 de julho... Nada de muito grandioso, e nada de desinteressante. Não fiquei mega doente, não estive na Coréia, não arrumei um novo trabalho, e não superei meus medos. Continuo começando as minhas frases com "não", o que me faz concluir que sou uma pessimista por natureza. Fiz aniversário. No dia 3 de maio tinha 26 anos, e agora tenho 27, e um computador novo também, que só uso para falar no skype. Ele me afronta com tanta higiene, clareza e perfeição. Ele é um Pereira Passos 2.0. Tive vontade de vir nesse espaço vomitar algumas coisas, senti saudades, mas quando tudo na vida está nos eixos, é quando temos menos tempo para nós mesmos. Manter a perfeição dá mais trabalho do que viver no caos, e isso vale para o emocional. Se tudo está fora do controle podemos gritar, ficar com a unha por fazer, chorar na rua, encher a cara como se não houvesse fígado amanhã, falar sem parar, não emitir som algum, ficar horas olhando para o teto sentindo a mais baixa e medíocre auto misericórdia, qualquer coisa vale, você está no caos. Agora quando tudo vai bem, ai de você se surtar, não pode, é feio, ai ai ai!
Li em um blog de uma moça corajosa, que quando tudo volta ao normal, achamos que seria como antes, mas na verdade nunca mais será. Me encontro neste momento da vida, aprendendo a lidar com a calmaria depois de muito tempo de ondas pesadas. Ufa!
Meu rosto coça alucinadamente neste exato momento, e meu estômago contorce por conta própria. Isso me faz digna de gritar?
Um comentário:
eu aprendi nos últimos tempos que temos que ser livres para surtar e gritar e desarrumar quando bem entendermos e sentirmos que precisamos.
grite, super, grite!
nada mais chato que ficarmos nos controlando e tentando reprimir certos sentimentos e pensamentos e vontades.
se quiser eu grito com você! rs
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