sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Sob fortes influências


Algumas das mulheres que admiro, por motivos que são: elegância, estilo, beleza, atitude, voz, cabelo... Se pudesse teria um pouco de cada, e talvez a junção me tornasse um monstro, ou talvez não. Sigo admirando-as, feliz de poder ver belos espécimes femininos por aí:

Da esquerda para direita/ de cima para baixo: Kate Moss, Anna Karina, Dita Von Teese, Isabella Rosselini, Catherine Deneuve, Charlotte Gainsbourg, Jean Seberg, Karen O.

Do pó ao punk

Trecho do livro " Pergunte ao pó" (Ask the dust) - John Fante:

"Sentei-me à máquina e escrevi a respeito, despejei a história como deveria ter acontecido, martelei-a com tanta violência que a máquina de escrever portátil ia se afastando de mim e atravessando a mesa. No papel, eu a espreitei como um tigre, joguei-a por terra e a sobrepujei com minha força invencível. Terminava com ela rastejando atrás de mim na areia, lágrimas escorrendo dos olhos, implorando para que eu tivesse piedade dela. Ótima. Excelente. Mas quando reli o texto, era feio e insípido. Rasguei as páginas e as joguei fora."


The black Limo

Sábado, saí apressada de um churrasco rumo a um restaurante japonês. No meio do caminho, no sentido contrário, desce uma limousine preta, com luzes neon azuis, e muitas portas. Meu táxi passou por ela e fiz um pedido, porque simplesmente achei que cabia pedir qualquer coisa diante de uma limousine. Hoje, depois de 4 dias viajando, no passeio habitual com os cães, me deparo com a mesma limousine. Ela passou por mim, apressada e despretensiosa, fiquei olhando sua dificuldade em fazer a curva. Optei por não fazer um pedido, pelo contrário, tive medo. Que tipo de sinal divino (ou não) será ver limousines? Dizem que ver muitos anões não é boa coisa, que quem sonha com dente é morte na certa, e que quando se passa por um freira é necessário beliscar alguém e fazer um pedido. Agora, sobre limousines ninguém nunca me falou nada. Diante da coincidência, e da falta de informações ocultistas sobre o tema, eu mesma decidi meu ritual: a partir de hoje, todas as vezes que passar por uma limousine preta, faço um pedido relacionado a coisas do coração. Quando passar pelas brancas, pedirei algo em relação a saúde, e às prateadas pedirei somente questões profissionais. A parte divina entrará somente para controlar quais veículos de luxo passarão por mim. No momento, fico aguardando ansiosamente pela prateada, espero afoita pela branca, e quero que a preta passe pelo menos mais duas vezes. Puxa, preciso na verdade encontrar em meu caminho uma de outra cor, para que eu possa pedir a ela para fazer passar todas as outras.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Foto post mortem

Se um dia eu sofrer um acidente, vão me encontrar assim:



E se um dia eu cometer suicídio, vão me encontrar assim na banheira:


Foto: paperissue





Podes crê e o amor

Do Raça Negra a Chico Buarque, podes crê é igual a amor:




quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Brincadeira de dicionário parte I

Em uma pesquisa sobre Tchekhov, na Wikipédia, eis que perco meu tempo com essa brincadeira, mostrando meu potencial quite silly indeed:


. Comeu mosca = Moscovo

. Tomar uma = Novgorov

.
Aumentativo de sei lá = Ceilão

. Nova loja comunista concorrente de movéis pronta entrega = Vladivostock

. Mangutos = Primos do Suricatas (esse é sério, mesmo)

. Dizem do indivíduo com problemas nas coronárias = Korolenko

. Corruptela de agora essa = Odessa

. Versão russa da banda de trash metal Sepultura = Serpuchov

. Loja de biquinis popular = Taganrog

. O que as crianças dizem quando o circo chega na cidade = Cirkovsoje

. Reação frequente em usuários de maconha = Lopasnja


Informação muito útil, e sem nenhuma margem de erro: "Tchecov passa a ter agora uma casa, 60 cerejeiras e 80 macieiras e pode saborear aquilo que desejava: a vida no campo"


Tudo isso você encontra aqui: http://pt.wikipedia.org/wiki/Anton_Tchekhov

Mao


Tem certas coisas que só fazem sentido para mim. Piadas também.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

James Joyce is very disappointed with you


Semana passada recebi, em meu e-mail, um convite para assistir à peça de um grupo de teatro, do qual um conhecido faz parte. Vou raríssimas vezes ao teatro, quanto mais para ver novas companhias, por isso decidi que essa era uma boa oportunidade de quebrar meus paradigmas dramatúrgicos. Escalei duas amigas para ir comigo, que, por serem entendidas no assunto, fariam meu aprendizado ser mais proveitoso (afinal, sou leiga, e como leiga tendo a achar as coisas no mínimo interessantes). Acabei indo só com uma delas, e foi engraçado voltar ao local onde nós duas estudamos teatro. Nova roupagem, novas instalações: deu saudades dos tempos em que acreditava que seria atriz de Hollywood. O tempo passou, me tornei designer e ela roteirista, mas foi ali que iniciamos nossas breves vidas de atrizes, e foi ali, também, que nos desfizemos daquele sonho de então. A peça era uma adaptação do livro de Joyce “Retrato de um artista quando jovem”, que não li, mas faço questão de ler, o quanto antes, pois acho que a peça era tudo, menos uma adaptação de Joyce. O espetáculo durou exatamente 1:03:44, e eu me sinto à vontade ao dizer que não gostei: ideias boas perdidas, cenas desnecessárias, falta de profundidade em muitos aspectos e um convite ao riso em momentos nada propícios.

Isso aconteceu no sábado. Hoje, terça-feira, continuo pensando na peça que merecia um vale-ácido na entrada para fazer mais sentido. Hoje, terça-feira, a frase que o narrador-corredor prateado repetia, continua martelando nas minhas têmporas: “Ainda somos jovens, mas por quanto tempo?”. Hoje, terça-feira, chego à conclusão que a tal peça esquisita, recheada de amadorismo e clichês, mexeu comigo. Permaneço sem saber a resposta à pergunta que foi feita no sábado.