« Le beau est toujours bizarre. Je ne veux pas dire qu'il soit volontairement, froidement bizarre, car dans ce cas il serait un monstre sorti des rails de la vie. Je dis qu'il contient toujours un peu de bizarrerie, de bizarrerie non voulue, inconsciente, et que c'est cette bizarrerie qui le fait être particulièrement le Beau. » (Charles Baudelaire)
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Nova perspectiva
terça-feira, 13 de abril de 2010
No meu karaokê

The trouble is that you're in love with someone else
It should be me. Oh, it should be me
Sacred parts, your get aways
You come along on summer days
Tenderly, tastefully
And so may, we make time
Try to find somebody else
This place is mine
You said today, you know exactly how I feel
I had my doubts little girl
I'm in love with something real
It could be me, that's changing!
And so may, we make time
To try and find somebody else
Who has a line
Now season with health
Two lovers walk a lakeside mile
Try pleasing with stealth, rodeo
See what stands long ending fast
Oh, how I love you
And in the evening, when we are sleeping
We are sleeping. Oh, we are sleeping
And so may, we make time
We try to find somebody else
Who has a line
Now season with health
Two lovers walk a lakeside mile
Try pleasing with stealth, rodeo
See what stands long ending fast
sexta-feira, 26 de março de 2010
No fim do corredor só escuridão, ou eu não te amo mais e já sabia
Em 2008 encontrei o homem da minha vida. Depois de terminar um namoro de cinco anos, fui parar em uma aula bem longe, e naquele espaço sagrado da sala de aula, em contraste com o quadro branco, estava ele - o homem da minha vida. Durante quase um ano, eu o respirei, pensei nele, na nossa vida, nos nossos e-mails, filhos, louças e cobertas. Não havia dúvida: encontrara o meu amor eterno. Mesmo não dando certo, mesmo sendo platônico, mesmo sabendo que na verdade ele era uma piração minha, nada tirava da minha cabeça que era dele o meu coração. Este blog guarda muito daquele sofrimento de querer e não ter. Em março do ano passado ele se foi, nossa relação inexistente tinha chegado ao final, e eu tive que administrar a quantidade de amor produzida e não usada que estava no meu estoque. De março até julho, almocei, jantei e lanchei amor não correspondido, mas com a certeza que ia acabar, que ia passar, porque sempre passa. Março foi a última vez que nos vimos, eu, como sempre, com a melhor roupa que uma aluna pode usar, ele com o distanciamento que um professor deve ter. Na vida real vestíamos bem nossos papéis sociais, na internet, no gmail mais precisamente, a coisa era um pouco diferente. O tempo passou, eu nunca mais o vi. Às vezes pensava no que ele estaria fazendo, e achava curioso o fato de nós nunca nos encontrarmos nessa cidade que nem é tão grande. Destino, acredito eu.
Ontem enquanto andava pelos corredores da Universidade, olhava as portas e pensava nas opções que cada porta daquelas escondia. Cada número na porta era um pequeno simulacro do saber e da escolha. Foi nessa olhada, na porta ao lado da minha sala, que quem estava lá, de pé, superior e contrastando agora com o quadro verde de giz atrás? O homem da minha vida. Olhei, dei um sorriso, e voltei para minha carteira, mas já pensando nos planos dissolvidos, no aperto do peito que eu sentia há um ano atrás, no vazio de olhá-lo através de um vidro sujo com um e-mail de formandos fixado no meio da testa. Até que no intervalo nos esbarramos no corredor. Nós nos cumprimentamos, ele falou dele, como sempre, e seguiu caminho. Meu coração não bateu mais forte, minhas pernas não bambearam, não senti a secura na boca . Não consegui ser agradável, não consegui olhar no olhos dele, só via o pescoço curto que faz com que a barba e os pêlos do peito se juntem formando uma maçaroca capilar - ah, como eu amei essa maçaroca. Ele seguiu pelo corredor, eu continuei no meu lugar inabalável, imóvel, sem ver o deslizar dele pelas portas. Em uma fração de segundos vi o homem da minha vida seguir em frente, e vi uma vida que não me pertence mais, seguindo ao lado, em passos rápidos, rumo a não me interessa aonde, exceto que ao final dessa trajetória não há luz. Porque passa,sempre passa, e novas vidas surgem e novos homens para preenchê-las também.
Daquela vida passada você continua sendo Rei. Na verdade, não foi você que saiu dela. Fui eu.
terça-feira, 23 de março de 2010
Oi!
terça-feira, 16 de março de 2010
Contraponto
* Foto de Grégory MarkovicEm uma janela um falava sobre a morte, de como todos morriam, e que assim seria até os finais dos tempos. Em uma outra janela, falava-se da vida, da magia de nascer e da perpetuação das espécies.
terça-feira, 9 de março de 2010
É clichê but I like it
Tempos Modernos
Vivemos uma explosão de redes de relacionamentos que fazem a gente estar conectado com tudo e todos ao mesmo tempo. Essa febre começou por aqui com o Orkut, veio o Myspace, surgiu o Formspring, e o famigerado Facebook. Criei meu perfil no Facebook em 2006, depois de ler sobre ele na revista Glamour inglesa. Achei que era uma espécie de Orkut, só que com gringos. Como queria arrumar um inglês, fui correndo criar minha conta. No início não tinha muita gente, era um ambiente bem família e higiênico, todo branquinho. Hoje em dia olho para ele e me sinto em um cortiço, não é a toa que o apelidei carinhosamente de Cortiçobook. Todo mundo fala com todo mundo, é gente dando pitaco na sua vida, na do seu amigo, falando da sua mãe, cachorro, periquito e papagaio. Me sinto um pouco afrontada, e às vezes tenho a sensação que meu perfil virou orelhão de porta de favela. Agora mesmo tá rolando um alô para o tio no meu álbum de fotos, uma discussão sobre um filme, e o uso da câmera analógica x digital. De todas as coisas que o Facebook me proporciona: alegrias, tristezas, risos e indiferenças, o que mais me agonia é a síndrome do curti. Estou virando o personagem do Charles Chaplin, em Tempos Modernos, que depois de um dia apertando parafusos, sai apertando tudo que passa pela frente. Um dia inteiro no Facebook e estou igualzinha, curtindo tudo! Isabel curtiu o café, curtiu o que escreveram sobre a política do Pré Sal no G1, curtiu o sabonete da empresa, curtiu o alô da recepcionista e assim vai. Olho para as páginas e procuro um botão que expresse meu encantamento ligeiro pelo que leio, vejo e sinto. Existe uma campanha para colocarem o não curti, o que seria muito bom, e o foda-se, que seria ainda melhor. Ainda bem que na vida real temos essas opções, o cortiço politicamente correto é lá, e a vida aqui fora segue normal.
segunda-feira, 8 de março de 2010
Noir Désir
" 'Eis agora aqui, disse o homem, o osso de meus ossos e a carne de minha carne; ela se chamará mulher, porque foi tomada do homem'. Por isso o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne". 

