terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Isso vai doer mais em mim do que em você

Li a palavra amor. Mesmo esperada e sabida, não gostei. Carreguei o verbo amar o resto da noite, e entre uma risada, e um copo de cerveja, batia nas minhas têmporas - amor -. Não aguentei o martelar ciumento,virei para uma amiga e perguntei: Será que ama mesmo? Ela me respondeu: "Ama". "Acontece que você esta fazendo a pergunta errada. O certo seria: Será que este amor é bom? Você gostaria de ser amada assim? Essa forma dele amar te satisfaria?" A resposta veio certeira: Não. O contrário do amor não é ódio nem a indiferença. Hoje percebi isso. O antagonista do amor é o não.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

O nervo ciático latente


Me dê a mão e sonhe comigo. Vem.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Condicionamento do ar

Saí do trabalho apressada para ir para casa. Já tinha parado a chuva, e debaixo de uma marquise, uma gota de algum ar condicionado de Copacabana caiu sobre o meu olho direito, e rolou como se fosse uma lágrima. Eu não estava com vontade de chorar, mas involuntariamente eu chorava, então pensei em algo triste e fiz o trabalho bem feito. Naquele momento prometi para mim mesma: Eu nunca mais falo em você.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Ruídos

Quando ouço uma sirene, me lembro dos países que visitei no primeiro mundo. Vai entender porquê. Memórias sonoras emergenciais.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

La noche libre


Contigo, me ponho a bailar!!!


"Hoy tenemos la oportunidad
de dirigirnos a todos los niños
Es un momento muy importante, definitivo
Revelaros el secreto mas grande de la humanidad
La verdad sobre el nacimiento de los niños" (Manu Chao)

Já é dezembro


Amigo oculto taí. Achei esse livro, e depois li esse poema. Essas são as pequenas coisas que me fazem ter certeza - Tô viva!


Senhora de Si (Cacaso + Sueli Costa)

você que é tão senhora de si
tome mais conta de mim
venha me dar proteção
você que tem poder sobre mim

você que mal chegou por aqui
que sabe tão pouco de mim
não tenha medo de amar
é melhor arriscar
já sabendo do fim

eu já não tenho ilusão
já não tenho canção
se você não cantar
se você não me provar
dessa vez pra valer
que chegou pra ficar

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

O dia em que caí do cavalo

Comecei a ler um livro do Jack London. A minha leitura nunca foi guiada por um motivo especial, e todas às vezes que vou no estande da L&PM a escolha dos títulos é totalmente randômica. Na verdade, o único critério existente é o "esse eu não li". Foi assim que "O canto da floresta" veio parar na minha mesa de cabeceira. Ainda não terminei de ler, mas já cheguei no meio e o que mais me surpreendeu foi o fato de ser uma história de cachorro. Estou acostumada a imaginar pessoas, situações e problemas, mas imaginar cachorros é algo novo - pelo menos para mim. E não é só pata, focinho e rabo, o personagem principal (Buck) tem ambições, planos e medos, todos eles bem reais e verossímeis. Sempre que me deparo com o mundo animal fico pensando nas complicações que criamos por conta da racionalidade tão amada, e muitas vezes almejada. A leitura deste livro me fez lembrar de um outro conto (O imortal), neste caso um do Borges (O Aleph), onde ele dizia: " Ser imortal é insignificante; com exceção do homem, todas as criaturas o são, pois ignoram a morte; o divino, o terrível, o incompreensível é saber-se imortal."