domingo, 20 de maio de 2012

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Finais de semana*

I get alone without you very well
Of course, I do
Except when soft rains fall
And drip from leaves then I recall
The thrill of being sheltered
In your arms
Of course, I do
But I get alone without you very well

I've forgotten you
Just like I said I would
Of course, I have
Or maybe except when I hear your name
Someone's laugh that's just the same
I've forgotten you just like
I should

What a guy
What a fool am I
To think my aching hearth
Could keep the moon
What's in store
Should I phone once more
No, no, no, no, no
It's best that I stick to my tune

I said that I get alone
Without you very well
Of course, I do
Except perhaps in spring
But then I should never
Ever think of spring
For that would
Surely break my heart in two


Cherish - para dançar na cozinha (vida longa aos gif's)



* Meu português anda sofrendo sérios problemas, daí a mudança do título (perdoem minha falha concordância)

domingo, 13 de maio de 2012

Alguma coisa aconteceu no meu coração

Foram dois dias de muitas atividades: negócios, contatos para freelas, jantar, show e exposições (ao todo 5 em um único dia). Foi leve, foi bonito, e eu não me lembro a última vez que fui tão feliz lá. Me senti bem, me senti de certa forma parte da cidade, esqueci uma saia, e dizem que quando se esquece algo é porque não queremos ir embora. Acho que eu não queria ir embora, não. De tudo que vi, o que mais me chamou a atenção foram as fotos de German Lorca, que não conhecia até então, no Mam. Obviamente que não foi à toa, o estilo street photography com suas paisagens vazias e flagrantes urbanamente desumanos, tão bem fotografados por outros artistas queridos como: Manuel Alvarez, Walker Evans, Beatrice Abbott, André Kertész e Elliott Erwitt, sempre me agradou muito.

Deixo aqui algumas das minhas favoritas e a música que fechou o show intenso do Mogwai:







quarta-feira, 9 de maio de 2012

Trilha sonora para avião

Decolagem & aterrissagem: e a sensação maravilhosa de poder ir e vir

Duras x Polanski

"O que ela fez, ela, com seu castelo é absolutamente inconcebível, sempre para o primogênito, que, criança de cinqüenta anos, não sabe ganhar dinheiro. Ela compra chocadeiras elétricas, instalas-as no salão do térreo. Tem seiscentos pintinhos de uma vez, quarenta metros quadrados de pintinhos. Ela tinha se enganado no controledas lâmpadas de infravermelho, e nenhum pintinho consegue se alimentar. Os seiscentos pintinhos têm o bico defeituoso, que não fecha direito, todos morreram de fome, ela não irá mais recomeçar. Estive no castelo durante a eclosão dos ovoso, uma festa. Depois, é tamanho o fedor dos pintinhos mortos e da ração deles que não consigo mais comer no castelo de minha mãe sem vomitar"
- O amante, Marguerite Duras

terça-feira, 8 de maio de 2012

Alvorada

Eu queria escrever algo bem sujo, imundo e caótico. Algo que perturbasse quando relesse, que me desse algum orgulho, e que trouxesse algum alívio para a cabeça, mas não consegui.
Procurei em livros, não seria a mesma coisa, mas tem tanta gente com talento e perturbações melhores que as minhas por ai. Porém, tampouco encontrei.
Desisti.
A verdade é que os dias tem sido limpinhos.


sábado, 5 de maio de 2012

Habemus Franjan

Todo filme da nouvelle vague deveria vir com uma advertência, logo na abertura dos créditos, em letras garrafais:
Não tente repetir este corte de cabelo em casa.
Posto isso, vi dois filmes de Godard na sequência, e no atual momento ostento um ornamento piloso nouvelle-vaguiano no meio da testa. Não sei dizer se ficou bom, não tenho distanciamento crítico para tal. Porém, não tenho dúvidas que estou desevolvendo TOC, e a escova de cabelo é minha aliada.

Algumas franjas do mesmo diretor e a mulher mais bonita da época:

 Tempo de Guerra

 Alphaville

 Pierrot le Fou

Masculine Feminine

Mais um pouco de Anna Karina, aqui, e aqui em um cover do Broken Social Scene.


quarta-feira, 2 de maio de 2012

Saudade é coisa fina

Eu acredito que, quando a saudade chega, é porque algo mudou na maneira como vemos o passado. De alguma forma, quando sentimos saudades, focamos somente nela, e é como se todos os mal entendidos passassem.
Muita coisa se passou nesse último ano. Muita coisa vem passando.
Desde ontem, quando a temperatura esfriou, a saudade chegou e se alojou em mim. Deve ser por causa do tempo. Nos conhemos no final do verão e começamos a namorar no início do outono, fazia frio, fiquei doente, como é de praxe em abril. Quando saí hoje de casa, usando casaco mesmo com o sol lá fora, lembrei do lençol preto que eu não gostava, da manta que o acompanhava há trinta anos, do aroma chiclete do carro que eu sentia no caminho de madrugada para casa, dos passeios nos sábados de sol, dos cafés aromatizados que ele fazia para mim quando acordava, de uma cueca verde gnomo que de tão lastimável me fazia rir. Foi impossível não recordar da sanha por padarias, do muquifo do amor na Augusta, dos flippers da Liberdade. Ontem à noite, no entanto, a imagem da rodoviária gelada às 6 da manhã surgiu, e junto com ela a cena que sempre se repetia: ele parado me esperando, pronto para dizer a célebre frase: "feliz que você está aqui".
Passou. As coisas passam, mesmo que lentamente, mesmo que fracionadamente.
Não tenho vontade de voltar para aquela época, de repensar as diferenças, de rever minhas decisões... não se trata desse tipo de saudade. Tudo foi finalizado da melhor maneira possível e o baile seguiu tocando músicas diferentes. Porém, quase completando dois anos, olho para trás e vejo que fui feliz naqueles meses, não sei se plenamente feliz, mas feliz. Durante todo aquele outono guardei um pequeno pedaço de mim dentro de uma caixa forrada de veludo verde para um dia viver uma fantasia. Esse pedaço fazia falta para ele, mas eu achava que não; como a maior parte de mim era dele, parecia o suficiente. Na minha cabeça aquela  parte pequena que carregava um sopro de vida próprio poderia permanecer guardada, esperando um desfecho previamente roteirizado. E foi assim que eu vivi aqueles três meses de frio e sol.
Neste mês de maio,  vejo que os outonos passam para dar lugar a invernos e assim por diante, e que as fantasias se esvaziam, dando espaços para outras. Hoje não há pedacinho meu guardado em nenhuma caixa, e talvez seja esse o motivo da saudade: o que ficou guardado não viveu o que o resto de mim viveu, e, só agora, na minha integridade atual, ou remanejamento de espaço, percebo que durante alguns meses tive a chance de ser plenamente feliz e optei por não ser.

Essa música entra aqui a título de registro, ela me lembra aquela época: