sexta-feira, 1 de abril de 2011

Convenção das bruxas

Que Roald Dahl (o site dele é uma graça) é o Andersen contemporâneo, isso ninguém tem dúvida. Suas histórias infantis, de infantis têm muito pouco, vide o clássico "A fantástica fábrica de chocolate", onde as crianças morrem ao final. Apesar de ser um épico, não é ele, mas "Convenção das Bruxas", inspirado em outra obra sua, o filme de maior impacto na minha infância. Nunca tive medo das bruxas, muito menos da Anjelica Huston, que está mais bela do que nunca, e que três anos depois, definitivamente, se consagraria como musa, pelo menos para mim, em "A família Addams". O que me aterrorizava naquela história tão inglesa, era Erica, a menina que fica presa dentro do quadro. Lembro-me de sempre pular essa parte do filme, para chegar logo às bruxas. Aquela menininha presa, morrendo aos poucos, e pedindo socorro, era de crueldade e morbidez atrozes. Até hoje tenho problemas com certos quadros, e acho que este medo se deve a essa história.
Passados 28 anos do lançamento do livro, percebo que existem muitas Ericas e, até mesmo, Ericos por aí, trancados dentro de quadros, por virtuais feitiços, pedindo para ganhar a luz do dia. A diferença da história para a realidade é, que nos tempos atuais, a tela que aprisiona é de LCD. 


E um pouco da beleza exuberante de Anjelica:


quinta-feira, 31 de março de 2011

Les beaux sauvages

Ou que os olhos se recusam a ver.


" É importante insistir neste ponto, já que parece tão difícil aceitar que possa haver uma forma de grandeza na negatividade. Normalmente, a única perfeição admitida é a das alturas. O céu da divindade. Ora, pode acontecer que esta tensão para o alto não corresponda à prática social. Daí a necessidade de descer às profundezas da vida. De vincular- se a esse abismo negro, o da animalidade que dorme em cada um, da crueldade também, do prazer e do desejo, coisas que não deixam de fascinar, mas que costumam ser compartimentadas, e são toleradas apenas nas obras de ficção.
 Acontece, para o melhor ou para o pior , que este espírito animal voltou ao primeiro plano da cena social. Não, como já expliquei, numa simples regressão, mas de acordo com uma atitude de "regrediência", a da implicação que integra o arcaico, o primitivo, o animal humano, e sem "superar" tudo isto. "Regresso", "ingresso", pouco importa o termo que pode ser empregado; basta insistir no fato que seja possível penetrar, entrar (ingresso) na inteireza da natureza humana sem rejeitar-lhe esta ou aquele parte. É isto o "espírito das feras" que encontramos no pensamento fourierista, é isto a ultima ratio dos sentidos, do sensível que não projeta sua completa realização em hipotéticos amanhãs." - Michel Maffesoli - A parte do diabo - Ed. Record


Hipotéticos amanhãs..... (bonito que só) 




















quarta-feira, 30 de março de 2011

Supõe-se cognatas

Na ânsia de fazer alguma maldade com o pintor, que no momento faz um serviço primoroso, porém lentíssimo em minha casa, pensei na palavra supositório. Supositório é uma forma de medicamento que só quem sofreu ou sofre bullying opta em utilizar. A maioria das pessoas prefere baixar na emergência de um hospital e tomar o que for, de forma intravenosa, do que colocar um teleguiado medicamentoso por via suspeita. Na verdade, o supositório inspira emoções contrastantes do tipo ame ou odeie. Conheço alguns sujeitos que falam maravilhas sobre o efeito rápido na corrente sanguínea, e de como na geladeira nunca falta um (sim, eles devem ser guardados em ambiente refrigerado, naquela parte ali onde ficam as superbonders, os sachês de catchups e os ovos). Outros só faltam se benzer quando ele é receitado e raros são indiferentes. A maior parte odeia e ponto.
Pois bem, pensei em supositório. Poderia ter parado por ai, mas não, neurotransmissores trabalharam de forma árdua para que SUPOSITÓRIO ganhasse vida em minha mente. Fui da minha casa à PUC refletindo na semântica híbrida desta palavra. Me lembrei de sanatório, que é um estabelecimento onde a grande maioria procura tratamento para doenças ou psicopatias. Por analogia, o supositório, então, poderia ser um estabelecimento onde as pessoas vão para tratar suas suposições. Acho justo nos dias de hoje. Muito se pensa, muito se diz e muito se supõe... nada melhor do que um local próprio para tal atividade. Porém, para mim, seria possível haver um supositório doméstico, uma espécie de urna, em casa, na qual você guarda suas conjecturas. Seria interessante se fosse vendido na papelaria, por exemplo, ou em clínicas de psicanálise. De posse do seu, seria permitido a cada individuo customizá-lo a seu bel-prazer.
A aula acabou, e a questão cônica se recusava a ir embora do meu pensamento. A profusão de ligações era tanta, que tive que chegar em casa e fazer um levantamento de dados sobre a origem latina e o emprego da palavra supositório. Eis que um universo muito diversificado surge à minha frente.

Segundo o Aurélio:

Supositório: [Do lat. suppositoriu.] 1.Farm. Forma farmacêutica sólida, cônica ou cilíndrica, que se introduz pelo ânus e que, ao derreter-se, libera medicamento(s) a ser(em) absorvido(s) pelo reto.


         Até ai nenhuma novidade para ninguém. Diferente do que eu imaginava, o radical do latim não é o mesmo do verbo Supor (Do lat. Supponere), no entanto, é possível empregar o uso da palavra supositório na norma culta, como vamos ver no questionamento, diga-se de passagem, muito válido, de Fátima Alves, de origem lusa, no site Ciberdúvidas da língua portuguesa:
                                                                                                                         
É correcto dizer esta frase: «Ontem vi o programa dos animais do futuro e achei tudo muito supositório»? Esta última palavra derivará da palavra suposição. Será possível? Agradeço resposta breve, pois aqui no escritório já me chamam doida. Serei?

C.M, um exímio conhecedor do verbo e do medicamento, discorreu em auxílio à nossa amiga acima, que já na pergunta sofre de suposições, e bullying  em ambiente de trabalho:

Resposta a Supositório: além de «medicamento sólido, significa «baseado em ou que contém suposição; supositício, hipotético, suposto» (in Dicionário Eletrônico Houaiss). Portanto, não existe qualquer incorre(c)ção na frase «Ontem vi o programa dos animais do futuro e achei tudo muito supositório». No entanto, deve ter sempre em conta, ao utilizar uma palavra, a acepção em que ela é mais utilizada e conhecida e, na verdade, a maioria dos falantes conhece e utiliza a palavra supositório apenas com o sentido de «medicamento sólido...». Talvez por isso o Dicionário da Porto Editora refere só a acepção relativa à área dos medicamentos; e diz ainda que supositório vem «do latim 'suppositoriu-', "que se põe por debaixo"».

 Deveria  me dar por satisfeita, mas ainda faltavam elementos para acalmar meu fervor de conhecimento. Eis que adentro o maravilhoso mundo altruísta e filantrópico do Yahoo answer, mundo este que me fascina muito.  Lá encontrei um jovem rapaz que confirmava minha teoria sobre o preconceito e chacota. A pobre criatura angustiada suplicava por uma resposta: “eu sempre escuto falar, e as pessoas dão muitas risadas e sempre quando pergunto disfarçam, dizem que sou muito novo. Me expliquem, por favor!!!!!”. Pior que ele, outro rapaz descreve uma intercorrência durante a aplicação medicamentosa, e termina com a dúvida cruenta: “Serei eu gay?”
            Já tinha encontrado material  suficiente para minhas teorias revolucionárias e já tinha, até, incluído a palavra supositório no meu vocabulário (“Acho supositório o pintor dizer que entrega nossa casa no final do mês” ou “Nesta vida tudo é supositório”) quando Portugal me apresenta duas pepitas de joy, mostrando que quem tem problemas com essa palavra somos nós, brasileiros. Eles têm uma receita de “Frango a Supositório”, que segundo o chefe, é um clássico, e que o Diogo(??) aprova. A receita consiste em pegar limão, bacon e azeitonas e introduzir no fofó (momento meigo) da galinha juvenil. Parece gostoso. E por último, a matéria no Presseurop sobre a mais nova ameaça anal disparada por portáteis que Osama criou. A manchete escolhida para esclarecer ao mundo esta barra pesada foi: “Como lutar contra os supositórios assassinos.” O que remete, automaticamente, a uma espécie de filme de terror C, onde supositórios caem feito mísseis do céu, ou te perseguem em casa, podendo se multiplicar na sua geladeira.
            Enquanto um avião não é explodido de forma peculiar, enquanto os muros do preconceito e do bullying não caem, enquanto eu não me torno adepta desta posologia e, principalmente, enquanto o pintor não acaba esta obra enlouquecedora, essa Capela Sistina caseira, a única coisa que me resta é fazer a receita, chamar os amigos e comer. Poxa. 

Foto de: www.corbisimages.com

segunda-feira, 28 de março de 2011

Coisa para caramba ou a dieta do amor

Segundo o escritor William Faulkner:  Civilization begins with distillation


Cartão de: www.carlajonesdesign.co.uk

domingo, 27 de março de 2011

sexta-feira, 25 de março de 2011

Sinto, muito.

"Em mim foi sempre menor a intensidade das sensações que a intensidade da consciência
delas. Sofri sempre mais com a consciência de estar sofrendo que com o sofrimento de que
tinha consciência.
A vida das minhas emoções mudou-se, da origem, para as salas do pensamento, e ali vivi
sempre mais amplamente o conhecimento emotivo da vida.
E como o pensamento, quando alberga a emoção, se torna mais exigente que ela, o regime de
consciência, em que passei a viver o que sentia, tornava mais quotidiana, mais epidérmica,
tornava mais titilante a maneira como sentia." 



"Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem
importância, pois nada tem importância. Faço paisagens com o que sinto."

._. Bernardo Soares - Livro do Desasossego ._. 

* Trechos extraídos da exposição sobre Fernando Pessoa que acaba de inaugurar no Centro Cultural dos Correios.

**  Foto do filme "Diário de uma paixão" que tirei de algum Tumblr que não me lembro.

quarta-feira, 23 de março de 2011

" O fim do mundo, não é nenhum fim do mundo, e se for? Descanse em paz" *

Hoje completo um mês longe do site mais popular dos últimos tempos.  Me recordo bem da madrugada portenha, em que, num acesso de raiva, decidi me matar definitivamente. Não era a primeira vez que isso acontecia, acho que tenho no currículo uns 3 suicídios facebookianos. Porém, naquela noite fatídica, todo aquele universo simplesmente não fez mais sentido, aquelas pessoas não fizeram mais sentido como um todo, aquela curtição toda me soou de uma maldade profunda. Na hora eu mesma achei que seria temporário, mas olha, que incrível, um mês já se passou.
Criei meu perfil em abril de 2007, me lembro de ter somente amigos que moravam fora naquelas páginas alvas, de higiene profunda, ainda mais quando comparadas ao Orkut, que ainda estava em vigência na época. Lá era tão desértico que conversava com uma amiga de São Francisco pelo mural, coisa que nunca fiz depois. Tinha também vários aplicativos interessantes de música, artes e livros, que com a oficialização da finalidade de ser um site de relacionamentos acabaram perdendo sua função de entreter. Era um espaço a priori bem legal, tanto que falava para todos os meus amigos íntimos migrarem para lá, afinal, era vazio e tinha que ser povoado. O que eu mais ouvia era: é muito complicado.
Descobri o Facebook por conta da revista Glamour UK, que na época eu assinava. A revista de comportamento feminino inglês (não beba, não fume, desça do scarpin, emagreça, cuidado com o sexo casual) dizia que era um belo lugar para se conhecer gente. Criei minha conta na ânsia de fazer pen friends versão 2.0. Em meados de 2009 ocorreu o boom, e não mais que de repente todo mundo estava lá. Diferente do falecido e querido Orkut, todo mundo mesmo estava lá. E essa massa de gente conectada dava opiniões, colocava música, vídeos, fotos, frases de outras pessoas e autores, jogos idiotas... era tanta informação alheia que apelidei o site de Cortiçobook. Ali só não  sabia da vida do outro quem fazia um esforço tremendo para não querer saber. Paraíso dos stalkers,  fonte de paranoia, maná do ciúme e da histeria coletiva, o Facebook trazia à tona, em um simples passar de olhos, conflitos internos mil. Eu enquanto perfil, sendo apenas mais um entre tantos, abraçava minha missão de me preservar e fuçar tudo que era jogado na minha página inicial, ou, até mesmo, ir à cata de subsídios, para que quebra-cabeças comportamentais complexos se formassem na minha cabeça. Confesso que nunca tive sanidade mental e distanciamento necessário para lidar com aquele espaço, de alguma forma ele me fascinava e perturbava.
Um dia, no entanto, você para e vê que também é peça fundamental de quebra- cabeças alheios, e essa sensação nem é das melhores. Quando esse dia chega, a sensação de certo “fracasso” que dá quando postamos algo e ninguém curte se torna revigorante: “que bom que ninguém tá nem aí pra mim. Ufa! Passei despercebida. Eu nem sou tão interessante, engraçada, inteligente, sarcástica, culta e amiga assim... Sou gente, e das bem mundaninhas”. Todavia, como está escrito no Gênesis, comer do fruto nunca é fácil para ninguém, e suas conseqüências reverberam na nossa rotina: “no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos ”. Ao não se preocupar mais com que acontece ali, uma maneira de olhar diferente aquele espaço aparece, mostrando que, se você não é tão interessante, pior, seus amigos queridos podem ser uns idiotas completos de opiniões vazias e gosto duvidoso. Coisas que no convívio real não se destacam, não são dignas de nota, ali, de alguma forma, ficam muito evidenciadas.
Há um mês do meu sepultamento, seria falso dizer que não senti certa falta e que não assombrei por aquelas bandas. Como o Facebook permite que você ressurja das cinzas, já estive lá por alguns minutos recolhendo pertences e pedaços de informações, e volta e meia pergunto para os amigos: "O que tem acontecido no Facebook?" (respeito e entendo muito quem curte estar lá). Só que dessa vez, diferente das outras mortes, não me sinto mais pertencente àquele lugar, e, sinceramente, como já disse, não sinto uma falta louca, no máximo uma faltinha. Constato até, que ao sair de lá, meu tempo é mais bem aproveitado e fiquei um pouco mais interessante. Sinto uma certa liberdade em não ter que me manifestar em um curto espaço, e não ter uma aprovação imediata. Ando pesquisando as coisas por minha conta, ainda vejo o twitter, apesar de não twittar, ando investindo e reestruturando este blog, que acabou sendo meu maior contato com o mundo digital, e que carrega muito mais coisas minhas que qualquer rede social. Neste espaço customizado, existe a preocupação de se pensar minimamente antes de publicar, e, ao mesmo tempo, a opinião dos outros não é fundamental, já que o número de leitores é mais reduzido que 584 amigos – número máximo atingido.  Aqui, no meu e-mail, por telefone (que eu odeio), e principalmente na minha vida real, sou mais genuína e divertida do que em todo meu tempo de Facebook, quando a brincadeira de esconde-esconde de informação e emoção me esgotava. Infelizmente, não posso afirmar que ficarei 100% longe do espaço azul por questões de trabalho: ele ainda é uma ferramenta muito importante. E muito menos vou dizer que se surgir outra coisa eu não vá aderir à moda, claro que vou. Gostaria até, que houvesse um  retorno do Orkut, que era bem mais engraçado com suas comunidades, gelinhos, testemunhos e corações. Passada a crise de abstinência, acho que estes últimos 30 dias foram mais sinceros, mais reais, e acima de tudo, mais vividos do que os meses anteriores.

O texto da escritora inglesa Zadie Smith, que saiu na revista Piauí em fevereiro,  chancelou a crise. A parte de maior destaque para mim foi o fato dela alertar que o Facebook surgiu pelo sentimento mais coninha do ser humano – vingança. Deixo aqui, um trecho e o link para a matéria inteira:

"Quando uma pessoa se transforma numa série de dados num website como o Facebook, tudo nela fica menor: a personalidade individual, as amizades, a linguagem, a sensibilidade. De certo modo, não deixa de ser uma forma de transcendência: perdemos nosso corpo, nossos sentimentos contraditórios, nossos desejos, nossos medos – o que me faz pensar que aqueles de nós que sempre recusaram, com repulsa, o que vemos como uma ideia burguesa hiperinflada da identidade individual talvez tenham exagerado no sentido inverso: as identidades despojadas que assumimos na rede não mostram mais liberdade. São, apenas, mais controladas por alguém."


O filme corroborador da decisão tomada:







* Trecho da música Decadance avec elegance - Lobão.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Todo mundo nu

"Om nashi me" - teoricamente significa: "Oh infinite nakedness". 


Se for isso mesmo, vem do sânscrito e provavelmente tem a ver com o ensinamento tântrico. 
Tan - expansão
Tra - libertação


Um texto do grupo Vatayana, do qual fiz parte durante um mês, há muito tempo...


"O Tantra, falando de forma bastante simples, é uma filosofia que surgiu na Índia há cerca de 5.000 anos (isso numa estimativa modesta), embora sua sistematização tenha ocorrido apenas a partir do séc. V de nossa era. É uma filosofia não-dual, que preconiza que em última instância há apenas a Unidade, coincindindo com a visão não dualista do Vedanta. Tem como símbolo dessa Unidade a deidade conhecida como Shiva. Shiva representa a consciência sem forma que se manifesta no mundo na forma de Shakti (a criação, de princípio feminino) e assim cria o mundo manifesto. Shiva e Shakti, masculino e feminino, integram-se e formam tudo o que existe. O objetivo da prática tântrica é fazer com que o indivíduo possa perceber que ele já é, e sempre foi, essa unidade. A tal felicidade, que tanto buscamos, já está aqui. Não há o que buscar, apenas há que reconhecer esta realidade. Quando conseguimos integrar o masculino – Shiva, com o feminino – Shakti, atingimos essa percepção. No caminho para atingir essa integração é que o tantra se desdobra em duas linhas diferentes, o dakshina marga e o vama marga, a via da mão direita e a via da mão esquerda, respectivamente. Embora ambos os caminhos tenham a mesma filosofia de base, diferem na maneira como seguem esse caminho.
No Dakshina Tantra entende-se que, tanto o homem como a mulher possuem os princípios masculino(Shiva) e feminino(Shakti) e são preconizadas várias práticas que buscam integrar esses dois princípios em cada ser individual.
Já no Vama Tantra há o entendimento que a energia masculina (Shiva) encontra-se principalmente no homem e a energia feminina encontra-se na mulher. Então, nesse caso, só há uma maneira de integrá-las: unindo homem e mulher através do ato sexual ritualizado, chamado de maithuna."
A música bonita do Edward Sharpe and the magnetic zeros, afinal, amor ainda é expansão e liberdade.


"Om nashi me
I love you
And I love you forever
And I'm loving you now"