domingo, 16 de janeiro de 2011

sábado, 15 de janeiro de 2011

Quando a casa cai

No linguajar paulistanês não é raro escutar que a casa caiu. Existem as variações "meu, casa caiu"e "casa caiu, mano". Dando uma pesquisada na internet, a fim de esclarecer o significado de expressão tão bela, chego a uma boa definição dada por Augusto, oriundo obviamente de São Paulo, no dicionário Informal: "Quando algo sai errado ou está fora de controle". Para nós cariocas, "casa caiu" pode ser facilmente substituido pelo verbo polissemântico "foder". Porém, dizer que está fodido não é tão rico imageticamente quanto dizer que "casa caiu". Para misturar o Brasil com Egito, direi então: "casa caiu, broder". E caiu mesmo.
Todo este prelúdio sócio-gramatical foi para anunciar ao quatros ventos que a "casa caiu", que "maison a tombée", que "house fell" e assim por diante. Agora estou aqui, sentadinha em cima dos destroços sem saber por onde começar, lixando minhas unhas e escrevendo neste blog, porque sim, sou DDA. Quando o cupim come seu quarto e você tem que parar, encaixotar e jogar muita coisa fora. Quando você resolve sair do emprego porque estava infeliz profissionalmente, apesar de ser respeitada e de gostarem muito do seu trabalho, e de consequentemente ganhar bem. Quando seu namoro termina. Quando você decide tentar esquecer histórias que não vão a lugar nenhum. Só é possível concluir que tudo caiu. O choque ainda está aqui, tem dias que choro um bocado e penso que tudo de uma vez é pesado demais. Por outro lado, acredito que esse seja um momento de mudança, e que não é todo dia que a casa cai. Vou parar de lixar as unhas, e tal qual uma porquinha (a casa cai e a gente come) prática da história dos Três Porquinhos, vou montar uma mansão da Barbie para mim, com direito a:  mordomo, banheira de hidromassagem, sala de leitura e lavabo com toalhinhas e mini sabonetes. Agora só tenho que acreditar nisso tudo e passar na loja de construção. Casa caiu, mas vai ficar tudo sussa. Ou trank.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Mudando os ares

Para seguir em frente.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Simplicidade de ser

Arte de Amar 

Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus — ou fora do mundo.
As almas são incomunicáveis.
Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.
Porque os corpos se entendem, mas as almas não. 

- Manoel Bandeira -

Imagem: @ paperowls


  

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Debaixo para cima

Gosto dessa hipérbole: Me rasgar inteira. Fico imaginando uma pessoa com uma tesoura, ou com a mão mesmo, tirando grandes pedaços de si própria, como no clipe do Robbie Williams (http://www.youtube.com/watch?v=TGelsMOIJZY ). Se as pessoas pudessem se rasgar inteiras, acredito que os indíces de suicídio diminuiriam. Se rasgar, pelo menos para mim, não envolve morte nem dor,  nem autoflagelação. É só, puro e simples, se rasgar. Nos últimos dias, se houvesse a oportunidade de me rasgar inteira, acho que começaria pela fenda que nós mulheres possuímos e puxaria para cima. Isso! acho que me rasgaria em dois. Não me vejo em vários pedaços, somente lado direito (razão) e lado esquerdo (emoção). Uma vez rasgando meu meridiano, ficariam as duas partes imóveis uma do lado da outra, porém separadas só um pouquinho. Não haveria sangue, mas acho que o lado esquerdo ficaria estrebuchando um pouco até se acalmar. O direito tentaria aos poucos fazer contato com o esquerdo rebelde, e no final eles até se uniriam, mas não seria um processo rápido, pelo contrário, seria um processo longo. Uma vez colada, eu seguiria adiante e faria tudo na vida de novo! Plantaria e colheria coisas belas e sujas, mas sabendo que o ritual de purificação, autoconhecimento e redenção seria possível. De tempos em tempos eu me rasgaria para que, desta forma, eu me encontrasse cada vez mais.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Pois é assim

Então eu decidi resolver tudo que estava pendente, olhei para dentro de mim e achei uma caixinha aonde tinha um pouco de compreensão; de posse dela renovei meus votos de: eu acredito. No final das contas, não adiantou de muito, o fim era iminente e assim foi.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Inspira e expira

Respirando bem fundo, enchendo o pulmão de ar novo e soltando bem devagar -
conta 1, 2, 3.
Respirando bem fundo, enchendo a cabeça de sonhos e soltando bem devagar
- conta 1, 2, 3.
Respirando bem fundo, enchendo o coração de amor e soltando bem devagar - conta 1, 2, 3.
Respirando bem fundo, enchendo a imaginação de coisas boas e soltando bem devagar - conta 1, 2, 3.  Respirando bem fundo, enchendo o corpo de energia para realizar o que deseja e soltando bem devagar - conta 1, 2 ,3.
Respirando bem fundo, enchendo de ar puro o que antes era ocupado com coisas velhas e soltando bem devagar - conta 1, 2, 3.

Conta 1, 2, 3 e vamos para o novo ano que se inicia de braços abertos.